Segunda-feira, 27 de Julho de 2009
Transsiberiano

FILME: Transsiberiano
REALIZADOR: Brad Anderson

cinema.sapo.pt/filme/transsiberian

 

 


O que achou do filme?

Bem, eu ainda estou cansado porque o filme é muito emotivo e tem muito suspense. Está bem feito!

 

Não sei se é uma qualidade ou defeito meu, mas vivo muito os filmes. Algumas pessoas que dizem: "Ah, é só um filme!", mas eu vivo muito os filmes.

 

Por um lado é bom, porque apesar de sofrer um bocado com o suspense, é óptimo viver o filme.

O filme mantém o interesse do princípio ao fim. É violento, e é um caso que embora não seja real, com o tráfico de droga e banditagem que anda para aí, poderia perfeitamente ter acontecido, ainda que um bocado recambolesco.

 

Está muito bem realizado, bem interpretado e o ambiente é fora do vulgar, infernal. A Sibéria deve ser uma coisa horrorosa por causa do frio. Há uma cena do filme que se passa a 23 graus negativos, mas até fica pior que isso.

 

Achei interessante aquela viagem, e é claro, tem algumas coisas de que eu não gostei tanto, mas não as vou dizer, porque achei que o filme é bom e gostei bastante.

 

A rapariga vai muito bem (Emily Mortimer), e o Ben Kingsley (que não me é uma cara simpática, embora o ache bom actor, desde o ghandi). O americano (Woody Harrelson) tem um ar um bocadinho estupidificado no início, mas ganha personalidade ao longo daquela tragédia.

Gostei muito da música de fundo do filme e acho que a produção do filme é espanhola.

 

A minha primeira viagem a Paris também foi de combóio. Demorava imenso tempo até lá, tinha de dormir em Espanha. Foi antes de 1950. Sempre gostei de andar de combóio.

Comecei a ir mais longe, por exemplo aos Estados Unidos, e comecei a andar de avião, porque teve mesmo de ser. Nunca deixei de ir porque sempre adorei viajar, e pus esse interesse acima de tudo. Ia sempre nervosíssimo, e levava um livro da Agatha Christie para me entreter.


Devo ter lido aquele livro não sei quantas vezes, mas sem tomar muita atenção, porque ia muito nervoso por causa da claustrofobia de que sofro.

 

Fiz imensas viagens de avião, mas a partir do início da década de 70 começou a aparecer a pirataria aérea e eu fiquei com medo e passei a andar de combóio e de autopullman.

Fizemos uma viagem de autocarro (naquela altura, 1969, ainda estava no regime antigo, já com o Marcelo Caetano) que era proibida, porque foi até à Russia. Havia uma empresa belga que arranjava excursões para portugueses que partiam de Paris.


Fui com a minha mãe. Apanhámos o avião até Paris, e atravessámos a Europa inteira no autopullman: ainda a Alemanha estava dividida, e fomos até à Rússia, que ainda era soviética.

No entanto, o nosso maior interesse não era ir à Rússia, apesar de adorar a Rússia- S. Petersburgo, etc. - o que queriamos era visitar a Escandinávia.

 

Nós iamos pela Europa Central até à Rússia, subiamos até à Finlandia, Suécia, Noruega e Dinamarca, e visitámos ainda a Alemanha e a Bélgica, antes de regressar a Paris e depois para Lisboa.

 

Concluindo, gostei imenso do filme, porque adoro suspense, e tenho a impressão que foi dos filmes em que sofri mais por causa disso.

Dou 4 estrelas ao filme.

 

 

 

CLASSIFICAÇÕES

 

João Manuel Serra (0 a 5) -
Filipe Melo - Vê-se bem, embora a protagonista seja muita estúpida.
Tiago Carvalho (0 a 3) - FÉRIAS

 

 

 



publicado por senhordoadeus às 11:46
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Terça-feira, 21 de Julho de 2009
Harry Potter e o Principe misterioso

FILME: Harry Potter e o Principe misterioso
REALIZADOR: David Yates

cinema.sapo.pt/filme/harry-potter-and-the-half-blood-prince

 

 


 

O que achou do filme?

Não é bem o género de filme que eu gosto, estas magias ou feitiçarias. Achei o filme um bocadinho sobre o comprido, mas não deixo de achar que é um filme muitíssimo bem feito, com efeitos especiais espectaculares e com uns pormenores que gostei imenso, como por exemplo o inglês que se fala no filme, que é um inglês que gosto imenso. É um inglês muito britânico. O artista que faz de Professor Dumbledore (Michael Gambon) tem uma voz formidável, que é um pormenor interessante.

 

O filme tem um ambiente de magia que consegue envolver-nos e deixar-nos em suspenso, pela música de fundo, os cenários, a interpretação, os efeitos especiais… Tudo aquilo é realmente envolvente, sob o ponto de vista da magia. Eu penso que magia, também nós temos aqui no nosso mundo. Não é magia dos feiticeiros, mas é a magia da do Homem, que é muito inteligente. Para mim, que já tenho quase oitenta anos, e que quando era miúdo vivia num mundo atrasado, este progresso, estas coisas todas das máquinas é tudo uma magia, é tudo mágico. A propósito do progresso está nesta altura (na internet) a comemorar-se o quadragésimo aniversário da ida do homem à Lua, a que eu assisti em directo, e naquela altura já era crescidinho: achei espectacular. Foi uma coisa que nunca mais esqueço na minha vida, embora houvesse gente que não acreditasse na ida do Homem à Lua. Mas eu acredito, acreditei sempre na inteligência do Homem, não nas magias e feitiçarias. O site é o wechoosethemoon.org, - aqui se comemora o quadragésimo aniversário, que se completa dia 20, e se acompanha uma sonda que foi lançada pelos Estados Unidos para a Lua.

 

O filme é baseado num livro de fantasia. O João gosta deste género de livros/filmes?

Não sou muito de livros de fantasia. Gostei muito do Feiticeiro de Oz (com a Judy Garland) quando era miúdo! Como não sou muito de fantasia, ainda não tinha visto nenhum filme do Harry Potter, e nem engraçava muito com a cara dele. Gosto muito da imaginação, e o filme tem muita imaginação, mas apesar de tudo sou uma pessoa muito terra a terra. Acho que o que tem vindo a acontecer no mundo é uma coisa fantástica, e mais ainda o que penso que um dia existirá. Embora não tenha a certeza, acho que o Homem irá ainda mais longe do que foi e que vai haver inventos fantásticos. Acho que já não vou assistir a mais nada, mas o Homem vai chegar bem longe...Até onde não sei.

 

Para viver para sempre acho que não. Há tempos ouvi na televisão que há uns sábios japoneses que estavam a estudar a maneira do Homem viver para sempre. Eu acho que é absolutamente impossível, porque como era possível as pessoas não morrerem? Onde é que cabiam as pessoas todas se não morressem neste mundo? Não haveria alimentação. Agora já falam que há dificuldade em produzir certos alimentos, como plantas, gado e pesca e que podem mesmo desaparecer. Como é que havia alimentação para esta gente toda? A não ser que também inventassem comprimidos a substituir a comida, e então já não precisávamos (ou precisavam) de alimentação vulgar, carne, peixe vegetais e essas coisas todas.

 

Até posso acreditar que possa acontecer um dia, agora não sei. Tudo isto é um mistério muito grande. Sou uma pessoa que penso muito no universo, e por isso é que estou com muita vontade de ir ao Observatório Astronómico da Ajuda, para ver as estrelas, como aquele intérprete do filme que observa a Lua (Ron Weasley, interpretado por Rupert Grint). Eu às vezes também me ponho em casa à janela a observar o luar. Fico extasiado a olhar e a pensar o que é isto tudo, como é que começou, as galáxias… Ainda no outro dia descobriram outras galáxias que ainda não se tinham descoberto. Onde é que vão parar as galáxias todas. Onde é que tudo isto começou? Onde é que isto acaba?

 

O infinito faz-me muita confusão e é algo que sempre me fascinou desde miúdo. Julgo que foi uma coisa precoce, naquela altura pensar nisso tudo com muito interesse, com muita admiração e ao mesmo tempo com muito medo. Isto é uma coisa que nos causa um bocadinho de medo. Já ouvi profecias de que a Terra vai acabar, ou que vai cair um meteorito que acaba com a Terra. Acho que as pessoas têm de penar um bocadinho, se não ficávamos de braços cruzados à espera de morrer… Mas é uma coisa que tenho pena, é que eu se calhar, nem daqui a poucos anos, não vou ver como está este mundo de progresso. No outro dia vi numa revista um Robot, de que já tinha ouvido falar na rádio, que tem sete emoções. Está feito para chorar, para rir, para cantar… Isto é uma coisa fantástica!

 

 

 

CLASSIFICAÇÕES

 

 

João Manuel Serra (0 a 5) -
Filipe Melo - A estória não é nada de especial, mas os efeitos especiais são o fim da macacada!
Tiago Carvalho (0 a 3) -
 



publicado por senhordoadeus às 10:23
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Terça-feira, 14 de Julho de 2009
Bruno

 

 

 

 

 FILME: Bruno

REALIZADOR: Larry Charles

http://cinema.sapo.pt/filme/bruno

 

 

 

Bem, a minha opinião é um bocado contraditória. Primeiro, gostei dos tema que abordou, liberdade, dedicação. Acho que o filme tem duas interpretações e até é um bocadinho difícil perceber a intenção de quem fez o filme. 

 

Se por um lado, acho que é apologista da homossexualidade; por outro lado, também acho que ridiculariza um bocado a homossexualidade. É tudo bastante contraditório - depende um pouco da maneira de pensar da pessoa que vê o filme.

 

Achei o filme interessante quando abordou o dilema das pessoas que se querem tornar famosas - há momentos do filme que se podem considerar ou muito racistas ou muito anti-racistas. Portanto, não sei - é um filme muito fora do vulgar. Foi a segunda vez que vi. A primeira vez chocou-me muito, porque tem cenas de um mau gosto atroz e detesto este actor - há também alguns comentários infelizes sobre a religião.

 

Eu acho que deve também haver liberdade de religião, sexual, pollítica  - 

tem de se respeitar a maneira de ser das outras pessoas.

 

Eu sou uma pessoa de setenta anos, perto de oitenta, e portanto, acho que até sou bastante actualizado para a minha época, que era uma época completamente diferente. As pessoas da minha época eram muito conservadoras e pensavam de uma maneira muito diferente da que eu penso. 

 

Por exemplo, eu tenho irmãos do segundo casamento do meu pai, que são muito mais novos que eu - o mais novo tem cinquenta e poucos, o outro cinquenta e muitos e a outra fará sessenta. Apesar de serem muito mais novos que eu, são muito mais conservadores e muito mais antiquados do que eu, apesar de terem nascido numa época muito posterior à minha. Eu considero-me muito evoluído nesse aspecto, e aceito muito bem a época actual, até certo ponto: o mundo está a perder a cor e a tornar-se muito violento, e também é necessário travar esta tendência. 

 

Acho muito bonita a democracia, fazer o que se quer desde que não se interfira nos assuntos dos outros, mas acho que vivemos todos em sociedade e tem de haver mais respeito pelo próximo do que está a haver. Há muita gente que não entende a democracia como ela é, e que leva a democracia para outro lado que não tem nada de democrático, e é pena, porque isso passa a ser uma anarquia.

 

Enfim, achei o filme o filme muito contraditório. Tem coisas muito positivas, especialmente o facto de cada um poder dar a sua interpretação ao filme, uns apologistas disto ou daquilo, e outros satíricos e críticos em relação às mesmas coisas.

 

Tenho pena que haja tanta cena de mau gosto ao longo do filme, e de facto, não consigo simpatizar com aquele actor (podem gostar muito dele, mas...). Já tinha visto outro filme com ele, e não consigo gostar dele. Com outro actor, não sei o que poderia ser....

 

 

 

CLASSIFICAÇÕES

 

JOÃO SERRA (de 0-5) -    

 

FILIPE MELO - Eu pensava que não ia gostar muito, mas até foi giro. 

 

 

PAULA DIOGO (a substituir Tiago Carvalho (0-3) - 

 

 



publicado por senhordoadeus às 13:08
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Segunda-feira, 6 de Julho de 2009
Sem medo de Morrer


FILME: Sem medo de Morrer
REALIZADOR: Vadim Perelman

cinema.sapo.pt/filme/the-life-before-her-eyes

 

 


O que achou do filme?

Acho que o filme tem falta de lógica, apesar de ter muita imaginação. Aconselho as pessoas a não virem vê-lo, porque realmente, na minha opinião, é um filme incomodativo, porque trata de um massacre numa escola, que aliás não é uma coisa que não tenha acontecido, porque ainda há pouco tempo aconteceu na América (e nem sei se noutros sítios também): há um tarado qualquer que mata uma série de colegas, e isso não é ficção. Infelizmente, aconteceu já e espero que não aconteça mais, mas não sei...

Não posso dizer que o filme seja mal feito, porque como o cinema está muito avançado, pode haver umas grandes porcarias, mas que sejam realmente bem feitas. O filme não é bem uma porcaria, mas não me interessou nada. Uma pessoa sai do cinema desagradada, porque não é carne nem peixe. Embora tenha coisas boas, é chato, triste, desagradável, e portanto não aconselho as pessoas a virem ver este filme.

Pode haver outros filmes que sejam mais tenebrosos, mais horríveis, mas que uma pessoa saia do cinema mais satisfeita: este é incomodativo e desinteressante.

A história é tão confusa, tão confusa... Aquilo era tudo imaginação dela e não se realiza porque é morta no massacre. Acho que não tem mesmo interesse nenhum. Tem algumas coisas boas, está bem feito - bem interpretado e bem realizado, e todas essas coisas...

O filme começa com flores grandes, que sugerem uma coisa muito doce, e afinal é aquele dramalhão todo. Misturam cenas muito doces com aquela tragédia toda e fica um cocktail um bocado disparatado.

 

 

 

 

CLASSIFICAÇÕES

 

JOÃO SERRA (de 0-5) -   

 

FILIPE MELO- Blarghhhh!

 

TIAGO CARVALHO (0-3) - (ou talvez )

 



publicado por senhordoadeus às 14:30
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O Senhor do Adeus - Rubrica de Cinema
Todos os Domingos, pelas 20.30, no cinema El Corte Inglês, João Manuel Serra (o famoso "Senhor do Adeus") vai ao cinema com Filipe Melo e com Tiago Carvalho. Este Blog serve para documentar as opiniões e observações de João Serra sobre os filmes e sobre a vida. Os comentários deixados no blog durante a semana serão lidos ao João Serra no Domingo seguinte.
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