Quarta-feira, 10 de Março de 2010
Precious

Poster de «Precious»

 

FILME: Precious

REALIZADOR: Lee Daniels

 

Achei o filme um pesadelo. Eu penso que o que as pessoas fazem, assim como eu, é tentar viver a vida da melhor maneira possível, da maneira mais bonita... Fica-se com imensa pena que uma rapariga como aquela, que existe e deve estar contente por ter feito o filme, apesar da sua fealdade, é conhecida e é vista por muita gente.

 

Eu, como sou um esteta e procuro a beleza em tudo o que se possa encontrar, ou nas pessoas, ou na natureza.. Em tudo procuro a beleza.

 

Chocou-me muito. Não me lembro de ver uma rapariga tão feia de corpo, de cara, de tudo. Era monstrozinho autêntico. Foram buscar aquele tema entre mãe e filha e aquela desgraça toda com o pai, o incesto, tudo! Foram buscar umas coisas muito feias.

 

A conclusão a que chego é que é um filme sem uma tese anti-racista, como pensava que era. É um drama episódico de uma mulher que era ultra feia. O conjunto todo é muito feio, a mãe não gostar  dela, a desgraça que era aquela casa... O filme é um dramalhão chato. Não tiro ensinamento nenhum do filme. Só me entristeceu por existir muita maldade. Há muita maldade no mundo, e acho que a única tese do filme é chocar as pessoas. O filme chateou-me.

 

 

JOÃO MANUEL SERRA - 1 estrela (0-5)

FILIPE MELO -

TIAGO CARVALHO - 2 estrelas (0-3)


música: Precious, senhor do adeus, cinema

publicado por senhordoadeus às 19:19
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19 comentários:
De eval a 12 de Março de 2010 às 13:54
Um cego não consegue ver a beleza externa. Classificar a qualidade ou o argumento do filme pela beleza da actriz principal é ser bastante invisual e não um critico da sétima arte! A beleza do filme está na possibilidade de tornar uma vida nefasta em algo produtivo. Um cego será melhor o critico? Pelo menos não julga o filme pela capa...


De eval a 12 de Março de 2010 às 15:53
"Um cego será o melhor critico"? Esta era a pergunta. Lamento o erro...


De João M. a 21 de Março de 2010 às 02:00
He he he...

Oh, eval... sem descurar aquilo que comenta, temos que admitir que a pretita é de facto "um monstrinho"... e se o "senhor do adeus" a tivesse visto a pular que nem uma gazela na cerimónia dos Oscar's, a abanar as gorduras saturadas, mandava-se da ponte...

Mas na verdade o filme foi feito para ser um dramalhão... E, se o (a) eval ler com atenção a crítica do João M. Serra, verá que ele acaba com esta afirmação: "O filme chateou-me".

Pronto, está cumprida a missão do filme.


De Anónimo a 24 de Março de 2010 às 19:28
Fantástico !!!! então qualquer pessoa pode fazer uma critica a dizer: " Ora bem o filme ... chateou-me!". Eu li com bastante atenção! Li o suficiente para ver que não é uma critica é uma opinião. E não estou a dizer que isso é mau... mas também não é objectivo! O filme não é enfadonho é sim nefasto e real... e isso para algumas pessoas "é chato". Senhor joão M.: " eval" é só "eval" não necessita do (a).


De eval a 24 de Março de 2010 às 19:29
Esqueci-me de assinar eval! Erro sempre em qualquer coisa!


De João Martinho a 24 de Março de 2010 às 19:40

viva eval!

O (o) e o (a) era uma forma de abranger o masculino e o feminino, uma vez que não há essa indicação acerca de si.

Quanto à crítica que é opinião ou à opinião que é crítica; afinal não ó são todas?

Até na revista de cinema que há por cá acontece isso. As críticas não são mais do que uma opinião de quem as emite.

Eu já gostei tanto de filmes arrasados pelos críticos!

Se o filme chateou o João Serra é porque é um filme acutilante... Era aí que eu queria chegar...

O filme "Irreversível" do Gaspar Noé é violento, acutilante e de certeza que "chateou" muita gente.
E essa era a intenção do filme.




De eval a 26 de Março de 2010 às 00:39
:-)
O meu comentário era apenas uma opinião, também!


De Anónimo a 25 de Março de 2010 às 23:22
Consegui esboçar um sorriso ao ler a crítica que, como já foi dito, é mais uma opinião. Consegui esboçar um sorriso ainda maior quando, algures pelos comentários, li "a pretita". Bem, está tudo dito. Alguém que diz fazer crítica de cinema limita-se a apelidar desta forma redutora a protagonista e a apreciar o filme, na sua globalidade, de "chato".
Gostaria de lhe perguntar se pensou na origem de todos aqueles "dramalhões", se pensou que a soma de todas as aqueles perturbações mentais e afectivas (do pai, da mãe, da própria Precious, até da assistente social) são o verdadeiro ouro do filme e não aquilo que superficialmente se vê? Ou acha realmente que um pai que abusa da filha, que a consegue engravidar, uma mãe que passa 16 anos a culpar a filha por ter sido abusada pelo pai louca de ciúmes dela, uma miúda (por gorda que seja, os gordos também são inteligentes) que com aquela idade tem graves dificuldades escolares, etc, etc, etc, acha realmente que isso tudo é puro SHOW? Acha realmente que esse tipo de situações não acontecem em lado nenhum? Não posso acreditar. Pessoas saudáveis geram situações saudáveis. Muito mais do que um "dramalhão" destinado a aborrecer o espectador, Precious é um filme recheado que labirintos mentais. Ora tente lá casar, de preferência com uma mulher pobre e sem instrução, por favor compre uma casa pequena num prédio pobre e inserida num ghetto, tenha uma filha, abuse dela, faça-lhe dois filhos e ficando só por aqui daqui a uns anos diga-me se a sua vida não dava um filme. Dava, claro. Mas muito aborrecido, não é?... Pois. No máximo, aquilo que as pessoas iriam concluir, é que na sua casa as pessoas seriam todas loucas. Continua a ser aborrecido. Deveras!


De João Martinho a 26 de Março de 2010 às 00:59
Caro anónimo;

Quem apelidou a protagonista de "pretita" fui eu e não o JM Serra.

E eu não sou crítico de cinema.

E se há coisa que mais me chateia - e aos próprios também - é que chamem aos pretos de negros, como se fosse um impropério.

Negro é algo que se suja, preto é uma cor. Para mim não é tabu chamar a um preto de preto, assim como ele me chamará branco e não me incomodarei.

Salvo ao menos a dignidade do João M. Serra; quanto a mim... já ganhei couraça.


De Outro anónimo a 26 de Março de 2010 às 02:04
Penso que o desagrado do "Anónimo" quanto à expressão "pretita" não se deve ao facto de a achar ofensiva no sentido racista. Parece-me que o diminutivo poderia assentar de igual forma, de forma redutora, se aplicado a qualquer outra palavra usada no mesmo contexto... Poderia ter sido dito "miudita", "coitadita", etc.. É mesmo como dizer o "filmezito".

Bom, mas isto não querendo de modo algum apimentar a discussão; apenas interpretei o comentário de maneira diferente e resolvi lançar o meu ponto de vista.

Quanto ao filme, eu gostei. Mas consigo compreender o que João Manuel Serra quer dizer: eu adoro (quase) todos os filmes da Sofia Coppola e é, na maioria das vezes, porque são, simplesmente, de uma beleza impressionante. Em termos estéticos. (O melhor exemplo: Marie Antoinnete.)


De Outro anónimo a 26 de Março de 2010 às 02:06
Correcção: Marie Antoinette :)


De João Martinho a 26 de Março de 2010 às 00:49
He he... isto ficou animado.


De EVAL a 26 de Março de 2010 às 11:43
Eu comecei isto mas agora acho que esta uma "conversa da treta"! passem para outro filme há mais!!! Estou farta destes anonimos!!!
O filme é chato pronto! já concordo o senhor do Adeus!


De O Primeiro Anónimo a 31 de Março de 2010 às 18:27
"Estou farta destes anonimos!!!" Não é "a"? Bem, nesse caso, mil desculpas por lhe ter trocado o género... Ou não.


De eval (só eval) a 1 de Abril de 2010 às 13:29
Pois... sou um travesti! Peço desculpa, mas às vezes faço estas confusões! :-)
Vocês! eval " não é um adjectivo por isso não deve ter "a" nem "o"!!! Que falta de conhecimento sobre termos informáticos , eval significa evaluates !


De O Primeiro Anónimo a 29 de Março de 2010 às 12:08
Tal como disse o "Outro Anónimo", foi precisamente pelo sentido redutor e não pelo sentido racista. De resto, nem pensei que fosse necessário clarificar esse ponto. Se, porventura, este fosse um filme "de brancos" com os mesmos dramas, eu defenderia o meu ponto de vista na mesma. É um óptimo filme, poderá ter as suas partes mais mortas, que levem o espectador a perder o fio à meada ou a pensar que em vez de estar sentado naquela cadeira deveria estar a fazer mil e uma coisas mais urgentes e importantes, mas no final, continhas feitas, trás-se dali uma sensação de total ignorância no que toca aos caminhos que uma mente perturbada pode tomar.

Oh, caríssima EVAL, ainda bem que também acha o filme chato. Caso assim não fosse nem eu estaria aqui a escrever estas palavras...

Muito obrigado por discordarem de mim.

Bons filmes a todos!


De eval a 29 de Março de 2010 às 15:46
Carissimo primeiro anónimo: se tivesse lido o meu primeiro comentário veria que não foi isso que eu disse de inicio. Agora já nem interressa o filme ser "chato", estão só " a chover no molhado"! Comentem outro filme! E não é "a" eval!


De gratis a 10 de Abril de 2010 às 05:21
http://www.cursandogratis.com/


De gratis a 10 de Abril de 2010 às 05:28
Ops, acabei errando o comentário. Mas vamos lá...

Particulamente eu também achei o filme um pesadelo, mas é exatamente isso o que acontece. Na minha vizinha aconteceu um caso semelhante.


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