Sábado, 2 de Outubro de 2010
A Solitary Man

Filme: A Solitary Man

Realizador: Brian Koppelman

 

Boa noite, meus amigos.

 

Aqui estou de novo para fazer uma crítica de outro filme que fomos ver e que me surpreendeu profundamente porque estava à espera, pelo título e por certo material promocional, de uma comédia balofa, mas que afinal é uma comédia dramática. Foca directamente o que é a vida para nós todos - a vida é uma comédia dramática, se virmos bem, não é?

Então, achei o filme bastante bom. Fala da vida de uma pessoa que vai ficando cada vez mais em decadência - é o Michael Douglas - filho do Kirk Douglas, actor de quem eu gostava muito. São muito parecidos fisicamente, e ambos muito bons actores.


Este filme vive do Michael Douglas, e tem essa tal profundidade que eu admirei. Passa-se em Nova Iorque, uma cidade que eu adoro, e da qual me lembro muitas vezes porque adorei visitar.

 

A decadência da velhice é um tema importante porque nos toca a todos. Eu tenho já muita idade, e tenho de reconhecer que este argumento transmite muito bem essa sensação. Não deixo de me entristecer com o andar dos anos, com o avançar da idade, até chegar onde todos chegamos: ao fim da vida. E ninguém sabe explicar porque é que isto é assim e não de uma maneira melhor para todos nós, mas também não quero filosofar muito sobre este assunto tão triste.

 

Neste caso específico, o Michael Douglas tem um grande papel: vai muito, muito bem. Está um filme muito bem realizado.

 

 

João Manuel Serra (0-5) - 4 estrelas

Filipe Melo - Deep stuff. Belo filme e bela surpresa.

Tiago Carvalho (0-5) - 3 estrelas



publicado por senhordoadeus às 18:26
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Quinta-feira, 9 de Setembro de 2010
Karate Kid

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FILME: Karate Kid

REALIZADOR: Harald Zwalt

 

Ora boas noites, meus caros amigos!

 

Venho mais uma vez dar umas dicas sobre o filme que fui ver. Gostei, ainda por cima tenho de dizer que nesta altura do verão até tenho gostado dos filmes que tenho visto. Nem era um filme pelo qual tinha um especial interesse, mas os meus amigos convenceram-me a vir e não me arrependi. Não estou muito habituado a filmes de Karaté.

 

Não consigo distinguir as diversas artes marciais. O jiujitsu, o karaté, o kungfu, a capoeira… Para mim é tudo igual. Suponho que deve ter a ver com os hábitos de cada povo. Acho também que, segundo sei, o Kung Fu é uma arte bélica, de ataque, mas no filme diz que é uma arte de paz, de misericórdia e de solidariedade - mas não sei se será bem assim. Não sei nada, e duvido um bocado - parece-me contraditório.

 

Gostei do rapazito, é muito simpático, e gostei da ideia de um americano a viver na China. Achei tudo muito interessante. E, mais uma vez, os bonzinhos ganham sempre aos maus, mas se o Karaté é uma arte de paz e se os chineses seguem isso tão à risca, como é que aparece aquele grupo de mauzões? Acho que esses não praticavam o kung fu verdadeiro. No kung fu verdadeiro não se mandam partir pernas,  senão é mesmo uma arte bélica. Estou cheio de dúvidas sobre a natureza do kung fu. Para levar o filme à apoteose final de pancadaria, colocam esse grupo para criar antagonismo.

 

Achei o filme bom, bem feito e interessante e levanta a ponta do véu sobre a China actual, que eu adorava conhecer, e que sei que é uma grande potência económica, mas sei que é à custa do esforço do povo, e disso não gosto.

 

Gostei muito de ver a muralha da China, é uma região linda, e já ouvi dizer que os austronautas conseguem ver aquilo do espaço. Eu vi na televisão os astronautas na lua, em 1969, e até acredito que se veja, se bem que é bastante incrível.

 

 

João Manuel Serra (0-5) - 5 estrelas

Filipe Melo - Não é tão mau como esperava… gostei... também não é tão bom como o original!

Tiago Carvalho (0-5) - 3 estrelas



publicado por senhordoadeus às 17:58
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Segunda-feira, 30 de Agosto de 2010
Salt

 "Salt" Poster

FILME: Salt

REALIZADOR: Phillip Noyce

 

Boa noite caros leitores e meus amigos.

 

Estou muito satisfeito porque tenho visto filmes muito bons, aliás como vos tenho dito, e acabo de ver mais um que me agradou imenso.

 

Este filme, Salt, com a Angelina Jolie, até me cansou. Não sei se é do calor, mas o filme é uma coisa fantástica. As sequências, a acção, o movimento e o suspense são formidáveis do início ao fim.

 

O filme está muito bem feito, interessou-me imenso e tem uma história bem urdida, embora também a ache um bocado exagerada em algumas coisas que talvez não pudessem ter acontecido.

 

Acho que devem vir ver porque é muito bom. Sob o ponto de vista do argumento, o filme tem uns laivos de exagero que acho muito difíceis acontecerem na verdade. Nem em espionagens com a CIA ou com a espionagem Russa.

 

Não sei o que posso dizer mais. É claro que não vou contar a história do filme … mas a realização óptima, o tema muito interessante.

 

Vem ver. Para o meu gosto, com o tema da espionagem acho o filme fora de série. Fiquei muito satisfeito, a acção, o suspense, o movimento agarra-nos. E o cinema sob o ponto de vista da técnica está muito avançado. Eu sou uma pessoa já de idade, vi quase nascer o cinema, e a diferença que faz para os dias de hoje é espantosa.

 

Também fique muito satisfeito, porque antigamente quando chegava o verão, não estreavam filmes bons, agora podemos ver nesta época bons filmes.

 

Até gostava de discutir com alguns de vós o que acham dos laivos e exageros do filme para eu próprio perceber se tenho razão.

 

Até à próxima. Adeus!

 

 

João Manuel Serra (0-5) - 5 estrelas

Filipe Melo -

Tiago Carvalho- (0-5) 4 estrelas



publicado por senhordoadeus às 18:41
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Terça-feira, 24 de Agosto de 2010
Águas Agitadas

 

Filme: Águas Agitadas

Realizador: Erik Poppe

 

Muito boa noite meus amigos e leitores.

 

Saí muito satisfeito do cinema, porque tinha escolhido outro filme e decidimos ver antes este.

 

É um filme norueguês, que nem sabia que estava em cena. Como é um filme norueguês não tem “cartaz” nenhum, mas eu recomendo-vos… Quer dizer, recomendo em parte para aquelas pessoas que vivem os filmes como eu vivo, de forma muito intensa. As pessoas que vão ao cinema e não vivem o filme não gostam bem de cinema.

 

O filme é de um dramatismo formidável, com suspense que realmente até incomoda um bocado. Aqueles que forem mais sensíveis a este aspecto, também é melhor não virem. Mas em geral recomendo, porque é um filme extraordinariamente bem feito, com um dramatismo extraordinário que aborda aspectos da fé, da religião e até que ponto pode ir o perdão. Estes assuntos são muito controversos e não vou falar deles aqui, até porque nem me sito capacitado para o fazer.

 

Em suma, gostei imensíssimo, achei a actriz principal (Trine Dyrholm), que tem um nome norueguês que nem se decora, um espectáculo. Ela nem é bonita, mas tem um dote, que é o do talento, que é uma verdadeira beleza.

 

Não sei o que posso dizer mais do filme… Aconselho-vos a ver e a irem ao cinema, porque para mim foi uma grande surpresa, até porque nunca tinha visto um filme norueguês, embora já tenha estado na Noruega e na Escandinávia. É realmente uma gente muito diferente de nós latinos, são mais frios e a língua não ajuda nada… Gosto mais dos latinos, mas mesmo assim gostei imensíssimo e recomendo.

 

Até à próxima!

 

João Manuel Serra (0-5) - 5 estrela

Filipe Melo -

Tiago Carvalho (0-5) - 5 estrela



publicado por senhordoadeus às 19:48
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Terça-feira, 17 de Agosto de 2010
Os Mercenários

 

Filme: Os Mercenários

Realizador: Sylvester Stallone

 

Boas noites, meus caros leitores!

 

Acho que não tenho capacidade para fazer uma crítica a um filme de tão alto nível intelectual e artístico. Mas posso dizer que se não fosse o barulho do filme tinha adormecido na sala de cinema.

 

Quando era mais novo havia muitos cinemas, não era como é agora que são nos centros comerciais. Havia um cinema que era na rua dos Condes que era o Olympia e que era o cinema que passava os filmes mais rascas, e mais beras que havia na altura. Este cinema até foi um dos primeiros a exibir filmes em Lisboa, isto quando começou o cinema, no início do Século XX. O cinema foi uma inovação, teve muito êxito e era uma coisa formidável e muito bem frequentada. O cinema entretanto evoluiu e começaram a fazer outras salas de cinema melhores, como, o São Luiz, o Tivoli, etc., e o Olympia coitado, ficou mesmo para trás e só levava filmes assim deste género de pancadaria e cowboys. Era assim uma coisa muito rasca. Como ainda fui lá algumas vezes ver esses filmes, este filme fez-me lembrar muito o Olympia.

 

Uma pessoa que goste de ver filmes de pancada fica muito satisfeita com este filme, mas este não é o meu género. Se se olhar só pelo prisma da pancadaria, as pessoas podem distrair-se e aceitar o filme.

 

Eu achei o filme muito, muito mau. O diálogo era horrível, a interpretação é péssima. O que fazia de pseudo-presidente da ilha não podia interpretar o papel de pior forma. Mesmo os soldados com cara de maus achei maus. Achei tudo mau.

 

O tema era banalíssimo. Já deve ter havido naquelas terras da América Latina muitas histórias destas com temas revolucionários (aqueles tipos que vão para o poder, matam toda a gente e dão cabo das terras…). Um tema banal e chato que deu origem a esta chatice.

 

Não sei o que dizer mais de mal do filme. O cineasta Stallone ainda se aguenta, mas é o Sylvester Stallone, ainda está ali para a pancadaria. O Bruce Willis está no elenco, mas nem o vi…

 

Não vos maço mais. Se quiserem vão ver, gostos não se discutem e até podem gostar, mas já sabem a minha opinião. Se forem ver espero que gostem, é o meu desejo.

João Manuel Serra (0-5) - 1 estrela

Filipe Melo - Eu gostei. Faz-me lembrar os filmes que eu via em VHS nos anos 80, como o Commando, o Lutador, etc. Viva Stallone!

Tiago Carvalho - 1 estrela



publicado por senhordoadeus às 19:00
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Quarta-feira, 11 de Agosto de 2010
L´Affaire Farewell

 

Filme: O Caso Farewell

Realizador: Christian Carion

 

Ora boas noites, meus caros leitores!

 

Começo por dizer que gostei muito do filme. Aliás, eu já tinha dito aos meus caros amigos que desde muito novo que adoro filmes de espionagem, e que sou do tempo da Grande Guerra e depois da Guerra Fria. Houve muitos filmes sobre a Guerra Fria, era um tema muito falado e muito explorado e badalado na Sétima arte.

 

Este filme trata de um caso verídico e que é um caso impressionante. Está muito bem contada a história - não a posso descrever para não estragar a vossa surpresa - mas digo simplesmente que está muito bem feito, muito bem realizado.

 

O filme passa-se na Rússia, e para mim foi interessante ver Moscovo porque (eu sei que me repito, desculpem!) estive lá durante a época do Comunismo, porque foi na altura em que o Marcelo Caetano permitiu que alguns portugueses fizessem turismo na Rússia. Foi uma excursão que partia de Paris (não era permitido ir directamente daqui) num auto pullman. Tinha muito interesse em conhecer a Rússia.

 

Vi os museus, os palácios, a arte no Hermitage, a música maravilhosa, os bailados. Tudo isso nós vimos. Fomos ao Bolshoi, estive na ópera de S. Petersburgo (na altura era Leningrado) e não quero mentir, mas creio que cheguei a ver o Rudolf Nereiev em Moscovo, que depois emigrou.

 

Nada de mau se pode dizer sobre a arte russa. O Hermitage, embora mal tratado naquela época (penso que agora já está melhor) foi uma visita marcante. Outra coisa fantástica na Rússia era o Metro de Moscovo, que era muito luxuoso. Tinha muitas estações e era tão bonito que até tinha salas de espera com lustres e cadeirões para que as pessoas aguardassem. Parecia um palácio subterrâneo - tinha muita fama e foi algo que nos "impingiram" logo na visita.

 

Em relação ao filme: mostra muito bem o que era Moscovo na altura. Trânsito reduzido, ambiente pobre e triste. O povo parecia muito triste, mas é possível que tenha a ver com a forma de ser deles. São muito fechados, algo retraídos, parece-me, mas pareciam subjugados. Gostava de visitar para conhecer o contraste entre a nova Rússia, capitalista, e a Rússia comunista da altura. Também há o contra do capitalismo.

 

De qualquer forma, já desviei o assunto outra vez… O filme fez-me recordar Moscovo. Achei o filme em si muito bem feito, bem interpretado, e embora não conheça bem os actores, mas são caras que já vi (perdoem a minha memória que já não é o que era). Gostei imenso do filme.

 

João Manuel Serra (0-5) - 4 estrelas

Filipe Melo - Belo filme de espionagem. O Kusturica parte a louça como actor.

Tiago Carvalho - Férias



publicado por senhordoadeus às 23:11
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Segunda-feira, 2 de Agosto de 2010
Toy Story 3

 

Boa noite, meus caros leitores e amigos.

 

Hoje venho falar convosco sobre o Toy Story 3. Venho dizer muito bem do filme, achei muito interessante. Este filme tem a chancela da Disney, e eu lembro-me de ver filmes da Disney desde 1930. Vi a "Branca de Neve e os 7 anões" na estreia no Rivoli, no Porto, em 1937.

Eu tinha sete anos e na altura, para a época, e a animação era maravilhosa e teve um impacto imenso. Na altura as mães podiam levar os filhos, era entrada livre para toda a gente. Não havia classificação etária. A minha mãe não me levava a ver filmes de monstros como o Frankenstein, mas levava-me a ver os filmes do Fred Astaire com a Ginger Rogers e outros filmes apropriados para crianças.

 

Nasci a ver cinema e a ouvir música, e recordo-me de assistir ao nascimento dos filmes: acompanhei o progresso e ainda me lembro do cinema mudo, e fico fascinado com a evolução que se viu desde então. Acho isto fantástico. A forma como as coisas são feitas é um mistério para mim.

 

Os estúdios da Disney sempre criaram personagens com grande humanidade, não são apenas bonecos. Assemelham-se às pessoas. Neste filme isso acontece e está muito bem feito, as vozes, os feitios dos bonecos, está tudo muito divertido e bem conseguido.

 

Eu vi um documentário o Walt Disney, com os papéis à frente a explicar como eram feitos os desenhos animados. Este filme usa técnicas que me ultrapassam e que acho que são fantásticas. Gostava de perceber bem o processo.

 

Hoje não me alongo mais porque temos aqui a comida a arrefecer. Tenho apenas a dizer que adorei e que dou cinco estrelas.

 

João Manuel Serra (0-5) - 5 estrelas

Filipe Melo - :)

Tiago Carvalho - Férias

 

 



publicado por senhordoadeus às 12:03
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Terça-feira, 27 de Julho de 2010
Inception

Imagem

 

Filme: Inception
Realizador: Christopher Nolan

 

 

 

Muito boa noite, meus caros amigos e leitores.

 

Eu ainda estou meio a sair de um "sonho" - este filme é, de facto, um sonho do ponto de vista cinematográfico - está muitíssimo bem feito, mas foca um tema que eu abordei quando era novo, no sétimo ano do liceu, em Filosofia, que são os sonhos e o subconsciente. É uma coisa em que eu tenho pensado desde então, mas que me intriga muito.

 

Segundo dizem os sábios, usamos apenas 20% da nossa capacidade cerebral. Eu acho isso fantástico, e imagino o que acontecerá se o Homem conseguir um dia usar 80% da sua capacidade. Não imagino onde isto irá parar - será um paraíso tecnológico ou então o Homem vai acabar por se destruir com essa sede de progresso. A tecnologia é importantíssima para o nosso bem estar - os aviões, os telemóveis, o cinema e a televisão - em relação à minha meninice (há 70 anos), existe uma diferença considerável. A minha família era abastada, mas não tínhamos frigorífico em casa. A empregada cozinhava todos os dias e depois deitava-se fora ou dava-se aos pobres. Não se guardava a comida de um dia para o outro porque não havia frigoríficos. Desde então a evolução tem sido fantástica, por isso não me surpreende toda a parte técnica do filme. Já estamos habituados a ver efeitos especiais muito bons, porque a própria técnica evoluiu muito.

 

No entanto, o filme aborda a questão de uma forma um bocadinho pretensiosa, porque fala da mente humana. O argumento tenta interpretar os sonhos e aquilo que nós sonhamos. Os sonhos sempre me fizeram confusão. Nunca percebi bem o que se passa durante os sonhos - o cérebro está a descansar ou a criar? Como é que temos tanta noção das coisas durante o sono? Sou muito burro para estar a comentar e estar a criticar aquilo que o filme nos pode estar a dizer sobre os sonhos, porque até pode ter razão em muitas coisas que até agora não se provaram, ou coisas que eu pura e simplesmente não sei. Não percebo o suficiente de sonhos para fazer uma crítica inteligente sobre o tema.

A cabeça do Homem é realmente fantástica e existirá sempre um mistério muito grande sobre isto. Daqui a uns tempos, quando eu infelizmente já não estiver aqui, o Homem conseguirá aproveitar os tais 100% da sua capacidade mental e isto significa que a vida será um paraíso ou um inferno.

 

É um filme muito bem interpretado, muito bem realizado - está mesmo muito bem feito. Há outra coisa. Achei que tem tiros e lutas a mais, é muito violento. Ultimamente os filmes têm sido muito violentos. Neste caso achei que o filme tenta agradar um pouco a gregos e a troianos, porque tem todo um conceito intelectual mas depois tem muita pancadaria. Uma no cravo, outra na ferradura! Tiroteios, raptos, etc.

É um filme para todos os paladares.

 

Nunca sei quantas estrelas dar, porque peço ao Filipe para descriminar os aspectos do filme - argumento, efeitos, etc. - o filme pode ter uma realização e interpretação incríveis, que é o caso, mas pode haver aspectos que eu não gosto tanto. Mas como tenho de classificar o todo, dou quatro estrelas.

 

Desculpem a minha crítica, mas ainda estou envolto no clima do filme.

 

 

João Manuel Serra- (0-5) - 4 estrelas

Filipe Melo - É muito bom, mas toda a gente disse tão bem que quando fui ver estava à espera que fosse ainda melhor!

Tiago Carvalho - (0-3) - Férias

 



publicado por senhordoadeus às 11:05
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Domingo, 25 de Julho de 2010
The Ghost Writer

 

Filme: The Ghost Writer

Realizador: Roman Polanski

 

Boa noite, meus caros leitores e amigos. Aqui estou eu para mais uma crítica, desta vez sobre o "escritor fantasma" de Roman Polanski.

Adorei o filme. Gostei muito. É claro, aconselho que o venham ver - é muito bom. Embora seja uma crítica, nunca poderei realmente transmitir o que o filme tem de bom, embora ache que seja tudo bom. É muito original. A mistura de política e suspense que o filme apresenta é sensacional.

 

É difícil criticar este filme, porque vive muito das sensações que transmite. Acho que terão mesmo de vir ver e reparar nos pormenores. Envolve uma trama política relacionada com os direitos humanos. Gosto muito do actor principal e do Pierce Brosnan.

 

Quase consegui adivinhar a trama - possivelmente por ter visto tantos filmes do Hitchcock. Sempre adorei filmes de suspense, e ao ver este filme, tão moderno - não suspeitei que fosse do Roman Polanski, só soube no final do filme.

 

Em relação aos assuntos do filme, suponho que a CIA é necessária, especialmente nestes tempos em que se fala de terrorismo. Divagando um bocadinho sobre este assunto, acredito que a CIA por vezes é denegrida nos filmes, mas que é uma instituição muito necessária numa altura em que o mundo está tão perigoso. Sempre tive receio de grandes embates, como por exemplo entre os ocidentais e muçulmanos. Acho que a espionagem pode ajudar a prevenir isto. Não sou a favor da falta de privacidade das pessoas, sou apenas contra o terrorismo e contra a maldade humana.

 

Deve haver uma organização que combata este dilema. O filme parece ser um bocadinho contra a CIA, e há pessoas muito intelectuais que acham que nada disto deve existir, mas é importante que percebam que nada anda à deriva e que por vezes há organismos que as protegem e que previnem que atirem bombas de um lado para o outro. Se o filme é contra a CIA (que não percebi bem se é ou não) acho que é de mau gosto, porque estou a favor.

 

Porém, venham todos ver isto - bem interpretado, bem realizado! Duas horas e pouco de grande suspense - estive agarrado à cadeira.

 

João Manuel Serra- (0-5) - 5 Estrelas

Filipe Melo - É mais ou menos.

Tiago Carvalho - (0-3) - Férias



publicado por senhordoadeus às 20:59
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My son, My son, what have ye done?

 

 

Filme: My son, my son, what have ye done?

Realizador: Werner Herzog

 

 

Ora boa noite, meus amigos leitores.

 

Estou aqui para fazer mais uma crítica, e mais uma vez estou chocado com o filme.

Achei o filme fora de série e acho que não é um filme vulgar, para toda a gente. É baseado na tragédia de Orestes, uma tragédia da antiguidade grega, e isso diz-me muito, sempre adorei.

 

Quando tinha oito ou nove anos, comprei um livro sobre a mitologia grega e fiquei encantado. Em 1940, um miúdo gostar disso não era comum, embora não esteja para aqui armado em intelectual ou em sábio, que não sou. Também não estou a dizer que o filme é bom por estar relacionado com este assunto, mas é do Werner Herzog e está muito bem feito.

 

Torna-se difícil crer que tenha sido baseado num caso real. Esta tragédia é sobre uma pessoa que mata a sua própria mãe - isso impressiona-me muito. Lembro-me de muitas coisas deste género na cultura grega. O meu irmão, que é professor universitário, é um perito e um apaixonado por esta cultura, sabe muito sobre o assunto. Pergunto-me se terá saído um bocadinho a mim!

 

Acho a cultura grega fascinante - as peças, as estátuas, a estética. Coleccionei muitas coisas sobre este tema, que sempre me fascinou.

 

O filme está muito bem realizado, muito bem interpretado, e sendo um caso verídico deixa-me triste por saber que há pessoas que enlouquecem assim. O Universo é tão estranho, que se uma pessoa pensar demasiado no assunto começa a ficar realmente louca e a perder o rumo. Não me admira que tal aconteça. Foi o que aconteceu ao rapaz do filme, que matou a sua própria mãe, e nem sequer sei se ele leu a tragédia do Orestes.

 

É muito difícil classificar um filme logo a seguir ao visionamento. No passado dei cinco estrelas ao Avatar e já não daria cinco no presente.

 

João Manuel Serra- (0-5) - 5 Estrelas

Filipe Melo - Uma seca. Uma seca!!!

Tiago Carvalho - (0-3) - Uma estrela



publicado por senhordoadeus às 20:41
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Segunda-feira, 5 de Julho de 2010
Sin Nombre

 

SIN NOMBRE

Realizador: Cary Fukunaga

 

Boa noite, meus amigos.

 

Venho de novo estar um pouco na vossa companhia, algo que gosto muito de fazer, e venho fazer a minha habitual crítica. Não sei se concordarão, porque depende da opinião de cada um, mas serei sincero e direi aquilo que sinto.


Saí do cinema um bocado cansado - achei o filme bom mas é um filme muito cansativo, sobre o drama da emigração mexicana para os EUA. Esta imigração ilegal é contrariada pelas autoridades, e faz com que os emigrantes passem verdadeiras tragédias nessa tentativa de chegar aos Estados Unidos. É claro, o filme tem muitos pormenores que não serão sempre verídicos, mas é muito demonstrativo daquilo que eles sofrem. É muito trágico e incomodativo, e fala de pessoas que estão em condições miseráveis. Portugal é um paraíso a comparar com aquela parte da América Central.

 

Gostei do filme. Está bem feito, embora a história seja banal. Com esta base da emigração ilegal, não consegue trazer nada de especial e não merece um destaque especial. Fala-nos de uma situação que, embora não me lembre de ver retratada no cinema, conhecia e comove. A pessoa sai do cinema um pouco triste e contrariada, e sei também ver no filme um lado humano muito importante, como vi recentemente no "John Rabe" (ver crítica anterior), que tem mais valores de produção que este.

 

Não foi possível sair muito bem disposto do cinema, quer pela história quer pela própria feitura do filme. Não considero um filme a recomendar a todos. Podem concordar ou não, mas sinto mesmo que esta é a minha opinião sobre o filme.

 

Dou 3 estrelas, acima de tudo em homenagem às pessoas que passam tão mal naquela situação, e que acho que o filme traduz bem.

 

João Manuel Serra (0-5) - 3 estrelas

Filipe Melo - Está muito bem filmado, e é uma história bem contada, mas não achei que tivesse nada de original - então ficou uma sensação de vazio.

Tiago Carvalho - 2 estrelas

 



publicado por senhordoadeus às 02:16
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Segunda-feira, 28 de Junho de 2010
Brooklyn´s finest

BROOKLYN´S FINEST

Realizador: Antoine Fuqua

 

Muito boa noite, meus amigos.

 

Estou cansado, parece que saí de um pesadelo. Não sabia que o filme ia ser assim. Achei que o filme é bom, e gostei muito, mas é violentíssimo.

 

É engraçado porque ainda ontem pela noite ouvi o "New York, New York" pelo Frank Sinatra com o Tony Bennett, que é uma das minhas canções predilectas. Ainda por cima já estive em Nova Iorque, conheço a Nova Iorque turística. O Central Park, a estátua da Liberdade, a Broadway…

 

Brooklyn é tão diferente, que não parece a Nova Iorque que eu conheci. Pareceu-me até possivelmente exagerado no filme, pensei que não se passasse tanta coisa desgraçada como se passa no filme, mas acredito que possa ser mesmo assim, e deve ser mesmo muito difícil para todos, para os polícias e para os ladrões.

 

Achei o filme muito bem feito, O Richard Gere é bom actor, e achei a trama interessante. Só não gostei de uma cena, que se passa como um milagre, e aviso que vem um momento que pode estragar o filme - o polícia consegue milagrosamente perceber quem é que raptou a rapariga, e vai atrás dele: pareceu-me forçado e não foi muito credível. Eu, porém, acredito em milagres, porque me acontecem coisas milagrosas - com esta idade faço aquilo que faço; estar na rua a acenar às pessoas, e elas são muito simpáticas comigo. Isto, para mim, é um milagre.

 

Considerei um filme vulgar, um filme de polícias e bandidos, que, embora não seja um filme para galardões, está feito com a competência técnica habitual. Eu gosto de ver um filme que me impressione. Saí um pouco perturbado, mas é sinal de que o filme está bem feito e tem impacto. Eu tenho este defeito, ou qualidade, de viver demasiado as coisas. Na vida real e no cinema, vivo intensamente. Se um filme está bem feito, eu fico muito impressionado, e torço-me no lugar, porque sofro com a história, e este filme conseguiu isso.

 

JOÃO MANUEL SERRA - (0-5) - 4 estrelas

FILIPE MELO - Ok. Não me aborreci, mas tenho a impressão que já não me lembro do filme para a semana. É tipo o Crash, etc. etc.

TIAGO CARVALHO -



publicado por senhordoadeus às 02:20
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Quarta-feira, 23 de Junho de 2010
Estômago

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ESTÔMAGO

REALIZADOR: Marcos Jorge

 

NOTA DO EDITOR: A entrevista foi feita ao frio porque os seguranças do Monumental disseram que não podemos gravar sob as arcadas. Chiça!

 

Boa noite senhores leitores e amigos.

 

Fomos ver um filme que eu estava muito renitente em ver, porque tinha visto o trailer e achava que o filme era do mais nojento e do mais porco. Enfim, do pior possível.

 

Achei o filme paradoxal. O filme está muito bem feito, mas acho que nunca vi um filme que me repugnasse tanto, com aquelas cenas horríveis que aparecem. Como gostei do filme acho que há um paradoxo.

 

Gostei, porque achei que o filme, ainda que passado num ambiente o mais miserável possível, está muito bem feito. No entanto tive pena de não perceber totalmente o monólogo do actor principal. O filme é brasileiro, mas o sotaque não é tanto aquele a que estamos habituados, é aquela maneira caipira de falar.

 

De qualquer maneira, achei o filme muito bem engendrado, muito bem urdido, muito bem interpretado e conseguiu chocar-me.

 

O que lamento é que haja tanta miséria no mundo. Aquele ambiente é qualquer coisa de tristeza e de miséria. Como é que o ser humano consegue chegar tão baixo?  Isso deixa-me muito triste.

 

Em resumo, apesar de estar mal impressionado com o trailer, gostei do filme, e indeciso entre três ou quatro estrelas dou quatro.

 

João Manuel Serra (0-5) - 4

Filipe Melo - Sim, senhor. É o filme que esperava, porque toda a gente me disse bem. O som é que estava mau no Monumental...

Tiago Carvalho (0-3) - 2




publicado por senhordoadeus às 18:49
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Segunda-feira, 14 de Junho de 2010
The Time Traveller´s Wife

 

THE TIME TRAVELLER´S WIFE

REALIZADOR: Robert Schwentke

 

Boa noite, amigos leitores.

 

Hoje estou um bocadinho triste porque vou ter de dizer mal do filme. Custa-me muito dizer mal de um filme, não é simpático, mas não posso dizer bem, porque o filme é completamente absurdo, sem lógica nenhuma - não sei como é que o Brad Pitt gastou dinheiro a produzir isto. Vi numa revista qualquer que ele e a Angelina Jolie agora têm esta mania.

 

O filme não faz sentido: viajar no espaço, viaja-se já e vai-se viajar mais - como já tenho dito, gosto imenso de viajar e tenho pena de não estar cá daqui a muitos anos para ficar a saber o que se vai fazer e como se vão explorar outros planetas.

 

Agora… viajar no tempo? Não vejo como tal poderá ser possível e não acredito que alguma vez será. Ainda por cima da maneira como mostram no filme - a deixar cair as roupas e aparecer não sei onde, todo nú. Bem. Eu até acredito em espiritismo. Acho que o Homem não tem só a parte física, tem também uma parte espiritual, e acho que pode acontecer que o espírito permaneça depois da morte. Tenho fé nisso. Agora… daí até voltar a estar num corpo, na parte física, e no meio destas maluqueiras todas de viagens no tempo - para realizar um filme assim só mesmo para gozar connosco. Não gostei nada, nada, nada, NADA!

 

Ela é bonitinha (Rachel Addams), e está bem interpretado, naquela média a que estamos habituados com estes filmes. São bons actores.  Mas achei o filme um absurdo, e gostava que a história fosse mais animada, mas é muito prolongada e chata, e sem interesse nenhum. Lamento muito, mas vou dar uma nota fraquinha.

 

Eu só não dou zero porque tenho em conta o trabalho que as pessoas têm a fazer um filme. Coitados, fartam-se de trabalhar a fazer e a interpretar um filme. Para mim isso conta um bocadinho, porque é o trabalho deles. Mas, com este argumento, só consigo dar uma estrela como homenagem ao trabalho dos técnicos.

 

No entanto, desejo-vos uma óptima semana a todos.

 

João Manuel Serra (0-5) - 1

Filipe Melo - Chick Flick Alert! Chick Flick Alert!

Tiago Carvalho (0-3) - 1




publicado por senhordoadeus às 15:52
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Segunda-feira, 7 de Junho de 2010
O Segredo dos seus Olhos

FILME: O SEGREDO DOS SEUS OLHOS

REALIZADOR: Juan José Campanella

Primeiro que tudo, boa noite aos senhores leitores.

 

Hoje estou um bocadinho nervoso. Tenho medo de dizer muitas asneiras, mas desculpem, porque é a minha opinião e é aquilo que sinto.

 

Gostei bastante do filme. Tenho uma certa simpatia por aquele país (a Argentina). Buenos Aires é a Paris da América do Sul e é uma cidade onde eu gostava muito de ter ido. Como gosto muito da Argentina esperava que fosse bom.

 

Achei o filme muito bem feito. Os dois actores principais (Ricardo Darín e Soledad Villamil) são muito bons, aliás todos são. Gostei do argumento embora o tenha achado um bocadinho arrastado e complicado até se perceber quem foi o assassino.

 

Há uma crítica que faço que é a questão da sorte. Como é que eles vão descobrir o assassíno no estádio, com aquela gente toda... A dedução dele através da paixão do futebol (até há gente que gosta demais) é um bocadinho forçada. O futebol de hoje em dia gira em torno da porcaria do dinheiro. Eu gosto de futebol, mas acho que atingiu um tal valor em dinheiro que acho disparatado.  O jogo é giro, mas é apenas um jogo de pontapé na bola que vale milhões para os treinadores, jogadores e empresários. Numa época com tanta miséria e pobreza no mundo, acho que o futebol se tornou numa afronta à pobreza.

 

Continuando com o filme, podia ter acontecido realmente. Há momentos de sorte, e no meio daquela malta toda até o podiam ter descoberto, mas acho a cena forçada.

 

Há outra coisa: o tipo que aparece no final do filme não parecia o assassino. A caracterização está demasiado carregada. No início do filme ele devia ter uns 25 anos, passados outros 25 devia ter uns 50 anos. Parecia que tinha 100 anos. Bem sei que ele estava encarcerado e isso tudo, mas isso seria o suficiente para ele ficar caquéctico daquela maneira? Acho que foi exagerado para tornar a coisa mais macabra...

 

O filme está bem urdido, bem feito, bem realizado, mas arrasta-se um bocadinho. Demora muito tempo a desenrolar a história. Ficou um bocadinho monótono. Os actores mais uma vez fantásticos!

 

 

JOÃO MANUEL SERRA (0-5) - indeciso entre três e quatro, mas dou quatro.

FILIPE MELO - Um belo filme, e ainda por cima tem os cenários do Juan Cavia, que fez uma banda desenhada comigo. Que orgulho! Nessa BD entra o Senhor do Adeus....

TIAGO CARVALHO (0-3) - Duas Estrelas



publicado por senhordoadeus às 18:22
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John Rabe

 

FILME: JOHN RABE

REALIZADOR: Florian Gallenberger

 

Em primeiro lugar, muito boa noite, caros leitores.

 

Em segundo lugar, peço desculpa por fazer uma crítica mais sucinta, mas estamos atrasados e o filme é muito grande. Para mim foi grande demais, porque me impressionou tanto, tanto, tanto que eu já estava muito triste e aborrecido por ver tudo aquilo. É um filme ultra comovente.

Às pessoas que não gostam de filmes muito pesados recomendo que não venham ver este filme. É um filme trágico, e ainda por cima verídico. Isto passou-se numa altura em que eu já tinha seis anos e lembro-me de ouvir falar da invasão dos japoneses na China e que havia aquelas atrocidades todas. Lembro-me também da Guerra Civil de Espanha, outra coisa horrorosa, cheia de barbaridades impressionantes.

 

Lembro-me, claro, da Segunda Grande Guerra, em que me lembro de tudo. Desde o princípio da declaração de Guerra do Churchill que eu ouvi em directo na rádio. Lembro-me de tudo, mas não me vou prolongar.

 

O filme está muito bem feito, muito bem interpretado - devo dizer que chorei. Não chorei baba e ranho, mas fiquei a chorar porque me impressionou imenso. Então, acho que não aconselho este filme a pessoas que se impressionem facilmente, mas afinal, o cinema não é para que estejamos sempre alegres e felizes - não pode ser sempre uma "comboiada" ou um musical. O cinema serve para relatar tudo o que é possível relatar - coisas bonitas, coisas feias, coisas más, coisas boas. Cinema é Cinema. Eu fiquei muito impressionado, mas considero tudo muito especial. Desconhecia esta odisseia, a história deste alemão, que depois também não teve muita sorte no seu regresso à Alemanha, coitado. No meio dos nazis foi considerado um traidor por ajudar os chineses, embora fosse do partido. Achei tudo muito bem feito.

 

Dou cinco estrelas a este filme. A vida, graças a Deus, que não é só tragédias, e bombas e massacres. Tem de ser muito bem aproveitada, e quero aproveitar esta crítica para perguntar como é que, depois de tantas guerras, a primeira, a segunda, a guerra civil espanhola, a guerra do Ultramar… Como é que continua a haver gente que pensa em proporcionar mais guerras? Não percebo a Humanidade. Acabo com esta questão. Como é possível que o Homem avance tanto na tecnologia mas que continue tão mal do ponto de vista humano? Espero sinceramente que a Humanidade se torne melhor.

 

JOÃO MANUEL SERRA (0-5) - Cinco Estrelas

FILIPE MELO - Embora seja um pouco longo e tenha momentos feitos para as pessoas chorarem, é uma produção enorme e um filme bom de se ver.

TIAGO CARVALHO (0-3) - Três Estrelas




publicado por senhordoadeus às 02:06
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Segunda-feira, 31 de Maio de 2010
BAD LIEUTENANT

 

BAD LIEUTENANT

Realizador: Werner Herzog

 

Ora muito boas noites aos meus caros leitores. Vou então falar sobre este filme da semana.

Haverá uma possível contradição na minha crítica, porque por um lado achei que foi um dos filmes que mais me chocou nos últimos anos: é feio, sórdido, miserável e cheio de personagens corruptos. Por outro lado, o filme tem muito mérito porque está muito bem feito.

 

Portanto, se eu não gostei do filme pela miséria que encerra (um polícia corrupto (Nicolas Cage) que anda com uma prostituta (Eva Mendes)), gostei pelo facto de estar tão bem feito. Chocou-me imenso. Vou ter uma excelente opinião do filme sobre o ponto de vista técnico - de cinema - muito bem realizado e muito bem feito. Quem tiver alguma sensibilidade, compreensão e gostar de cinema tem de reconhecer que o filme está muito bem realizado e interpretado. Sobre o aspecto moral, o filme fala de coisas reais…também… é o retrato do que é a vida. Há corrupção, miséria. A miséria humana sempre me impressionou muito. De maneira que admito que este argumento não me deixou bem disposto e contente. Agradou-me pelo choque. Faço esta descriminarão. O que interessa aqui é falar do filme - e é excelente cinema e gostei muito. A minha tristeza é pela miséria e maldade que há neste mundo e que é tão bem mostrada no filme. É esta a minha contradição. Gostei e não gostei.

 

João Manuel Serra- (0-5) quatro estrelas

Filipe Melo - Grande filme. Adorei.

Tiago Carvalho (0-3) três estrelas

 

 



publicado por senhordoadeus às 12:38
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Segunda-feira, 17 de Maio de 2010
Líbano

 

Filme: Líbano

Realizador: Samuel Maoz

 

Boa noite para os senhores leitores da internet.

Adorei este filme.

 

Retrata muito bem a guerra, e a história é muito bem urdida. Faz-nos pensar que as guerras são uma barbaridade. É um filme claustróbico e não tem estrelas. É uma história verídica e autobiográfica. Eu não fui ver o filme por ter visto que tem muitos prémios, mas porque me interessou. É pesadíssimo, mas recomendo-o a todos. Não é um filme de grande cartaz, mas é um grande filme.

 

João Manuel Serra (0-5) - 5 estrelas

Filipe Melo- Sim senhor. Gostei!

Tiago Carvalho - parabéns ao Benfica. Não consegui chegar ao cinema.



publicado por senhordoadeus às 02:50
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Robin Hood

Filme: Robin Hood

Realizador: Ridley Scott

 

Muito boa noite aos senhores leitores. Estou muito satisfeito porque hoje recebi o meu primeiro ordenado de toda a minha vida. Com setenta e oito anos e meio, não é? Pode parecer um bocadinho esquisito ou escandaloso, mas é verdade. Nunca tinha estado empregado - embora já tenha falado muito disto, não é algo de que tenha especial orgulho. Vou-me então concentrar no filme.

 

Lamento muito dizer isto, mas vi um Robin dos Bosques na década de quarenta de que gostei muito mais do que deste. Não tinha esta técnica- foi há sessenta e tal anos, eu era ainda um miúdo. Acho que ainda me lembro bem e que me marcou.

 

Esse filme de capa e espada tinha um elenco fantástico - um excelente naipe de actores. Esta versão, mais actual, está muito de acordo com  o que é o cinema de agora - excelente realização e produção. As interpretações deixam algo a desejar à vista dos grandes actores do antigamente… Errol Flynn, Olivia de Havilland, Basil Rathbone… O Claude Raines. Eram fantásticos. Este género não pode viver só das batalhas, exige excelentes interpretações. O Robin dos bosques é um canastrão (Russell Crowe).

 

O rei John… O que eu sei da história deixa-me intrigado. Ou o filme antigo estava errado ou então é este que está. O rei Ricardo foi à Terra Santa nas cruzadas para libertar o túmulo de Cristo, mas regressou a Inglaterra. Enquanto ele foi à Terra Santa quem ficou a reger foi o príncipe João, mas ele não foi eleito rei. Enfim, não sei. Estou muito baralhado e ainda hei-de saber isto ao certo. Quero saber qual tinha razão, se o filme do antigamente se este. Existe um erro grande num dos filmes.

 

Acho que sobre esse aspecto há uma grande falta de respeito pela história, ou num filme ou no outro. O outro era mais rudimentar tecnicamente… é quase tão velho como eu!

 

Era um filme muito bonito. Neste, as batalhas parecem todas muito verdadeiras - no outro era mais irrisório, mais colorido, mas igualmente bem feito para a época, e com interpretações que nem sequer se podem comparar. A encenação deste novo filme (se é que posso dizer isto, como no teatro) é óptima. Não gostei da interpretação e não sei se há rigor histórico. O Robin Hood é uma lenda. Se este está certo, muito bem, parabéns. Se estiver errado, acho horrível.

 

João Manuel Serra (0-5) - 3 estrelas

Filipe Melo - É um belo filme, mas não tem 3º acto. É tipo uma bela refeição sem sobremesa!

Tiago Carvalho (0-3)  - duas estrelas


publicado por senhordoadeus às 02:44
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Quinta-feira, 6 de Maio de 2010
Iron Man 2

Iron Man 2

Realizador: Jon Favreau

 

 

Gostei imenso. Achei o filme espectacular! Sob o ponto de vista da técnica, da qual eu não percebo, achei espectacular. Tornando-me a repetir, porque sou velho, o cinema desde os meus tempos de miúdo, teve um progresso que é uma coisa fantástica.

 

Achei muito interessante o tema, porque toca um bocadinho, talvez, uma visão do futuro. As máquinas têm cada vez mais importância na humanidade e embora a minha opinião não valha nada, acho que um dia a humanidade vai acabar pelas suas próprias mãos e pelas máquinas que inventa. As máquinas são ultra sofisticadas. Ainda o outro dia ouvi que no Japão há restaurantes onde são robots que servem os clientes.  Na minha estupidez e na minha velhice é difícil admitir todo este progresso que está a acontecer no mundo, e também, torno a repetir uma coisa que costumo dizer, gostava que Deus me concedesse mais uns 20 anos, não precisava de mais, para ver onde isto tudo vai chegar, se é que o mundo chega até lá.


As máquinas são fantásticas e o Homem é inteligentíssimo, não pode é nada contra a Natureza. O Homem progride muito na tecnologia e nas coisas que lhe são úteis, mas não progride na paz, na humanidade e no amor aos outros. Isso está cada vez pior.

 

Gostei muito também da interpretação. O Robert Downey Jr. é muito bom actor.

 

Gostei porque a técnica do cinema está óptima, o tema é interessante, e a interpretação boa. Não vejo assim muitos defeitos no filme.

 

Se dei ao Avatar 5 acho que este merece o mesmo.

 

JOÃO MANUEL SERRA - 5 estrelas (0-5)

FILIPE MELO - Blargh!

TIAGO CARVALHO - 1 estrela (0-3)



publicado por senhordoadeus às 19:00
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O Senhor do Adeus - Rubrica de Cinema
Todos os Domingos, pelas 20.30, no cinema El Corte Inglês, João Manuel Serra (o famoso "Senhor do Adeus") vai ao cinema com Filipe Melo e com Tiago Carvalho. Este Blog serve para documentar as opiniões e observações de João Serra sobre os filmes e sobre a vida. Os comentários deixados no blog durante a semana serão lidos ao João Serra no Domingo seguinte.
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