Sexta-feira, 15 de Outubro de 2010
Uma Família Moderna

Filme: Uma família moderna

Realizador: Ferzan Ozpetek

 

 

Muito boa noite meus amigos.

 

Venho falar-vos de um filme que gostei, uma comédia muito engraçada, italiana, da RAI, que toca um tema que aqui há uns anos era completamente proibido. Agora ainda é um bocado polémico em Portugal: a homossexualidade.

 

Na antiga Grécia, em Esparta, a homossexuailidade era uma coisa comum e normal. Depois, não sei o que se passou, ficou um bocado tabú.

 

O filme é muito engraçado, está muito bem realizado (é italiano) e tem muito bons actores, que já os vi, mas não me lembro dos nomes. O tema é polémico, mas do meu ponto de vista não tem mal nenhum. Cada um é como é. Com o tempo a opinião das pessoas vai transformar-se e vai ser tudo normal.

 

O filme é um pouco confuso, e tem coisas que não estão de acordo com a minha maneira de ser.

 

No conjunto é uma comédia sobre uma família excêntrica, mas é demasiado exagerado, mesmo sabendo que as famílias italianas retratadas no cinema fazem muita algazarra.

 

Notei também no filme, que é uma coisa que aprecio, o bom gosto. O decor, as casas, o vestuário... Os italianos têm muito jeito para decoração, e artes. Itália é uma país de artistas em vários aspectos. Isso toca-me muito, incluindo a própria língua. Eu tenho uma grande admiração por Itália que já visitei.

 

Se vos choca o tema  da homossexualidade, não vão ver, caso contrário, se acham normal, recomendo porque é uma comédia engraçada, embora não perfeita.

 

 

João Manuel Serra (0-5) - 3 estrelas

Filipe Melo -

Tiago Carvalho (0-5) - 3 estrela



publicado por senhordoadeus às 19:31
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Quinta-feira, 6 de Maio de 2010
Iron Man 2

Iron Man 2

Realizador: Jon Favreau

 

 

Gostei imenso. Achei o filme espectacular! Sob o ponto de vista da técnica, da qual eu não percebo, achei espectacular. Tornando-me a repetir, porque sou velho, o cinema desde os meus tempos de miúdo, teve um progresso que é uma coisa fantástica.

 

Achei muito interessante o tema, porque toca um bocadinho, talvez, uma visão do futuro. As máquinas têm cada vez mais importância na humanidade e embora a minha opinião não valha nada, acho que um dia a humanidade vai acabar pelas suas próprias mãos e pelas máquinas que inventa. As máquinas são ultra sofisticadas. Ainda o outro dia ouvi que no Japão há restaurantes onde são robots que servem os clientes.  Na minha estupidez e na minha velhice é difícil admitir todo este progresso que está a acontecer no mundo, e também, torno a repetir uma coisa que costumo dizer, gostava que Deus me concedesse mais uns 20 anos, não precisava de mais, para ver onde isto tudo vai chegar, se é que o mundo chega até lá.


As máquinas são fantásticas e o Homem é inteligentíssimo, não pode é nada contra a Natureza. O Homem progride muito na tecnologia e nas coisas que lhe são úteis, mas não progride na paz, na humanidade e no amor aos outros. Isso está cada vez pior.

 

Gostei muito também da interpretação. O Robert Downey Jr. é muito bom actor.

 

Gostei porque a técnica do cinema está óptima, o tema é interessante, e a interpretação boa. Não vejo assim muitos defeitos no filme.

 

Se dei ao Avatar 5 acho que este merece o mesmo.

 

JOÃO MANUEL SERRA - 5 estrelas (0-5)

FILIPE MELO - Blargh!

TIAGO CARVALHO - 1 estrela (0-3)



publicado por senhordoadeus às 19:00
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Terça-feira, 6 de Abril de 2010
The Crazies

 

 

FILME: The Crazies - Desconfia dos Teus Vizinhos

REALIZADOR: Breck Eisner

 

Este é um filme que eu talvez não tivesse vindo ver, porque não é um filme de "cartaz" e está a passar um bocado despercebido. Fiquei contente por me terem indicado, porque gostei imenso. É um filme de suspense, muito suspense, e muito bem feito. Do princípio ao fim é suspense que nunca mais acaba!

 

Como já tenho dito, eu gosto de viver os filmes que vejo, e por isso gosto de ficar mesmo aterrorizado. Algumas pessoas fartaram-se de rir... Não sei se era para disfarçar o suspense em que estavam - talvez tenha sido porque não vivem o filme.

 

O filme não tem actores conhecidos, e também não consegui ver quem era o realizador nos créditos finais, mas o assunto era interessantíssimo.

 

Às pessoas que gostam e vão ao cinema recomendo que não vos escape este filme: merece ser visto. Só não posso  falar do argumento para não estragar o filme a quem ainda vai ver.

 

Às vezes há filmes em que gosto da realização ou da interpretação mas em que não gosto do argumento. Neste era tudo muito bom. Para ser mais justo gostava de dar classificações por categoria, mas neste filme felizmente não há nada que não tenho gostado. Se fosse classificar só o suspense dava cinco, mas não dou, porque estou agarrado às regras da classificação.

 

 

João Manuel Serra - 4 estrelas de zero a cinco

Filipe Melo - Em Tondela

Tiago Carvalho - 3 estrelas de zero a três



publicado por senhordoadeus às 18:38
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Quinta-feira, 25 de Março de 2010
Visto do Céu

Poster de «Visto do Céu»

 

FILME: Visto do Céu

REALIZAÇÃO: Peter Jackson

 

Achei o filme muito bem feito. Não sou daquele género de pessoas que vai só ao cinema para passar um bocado e divertir-se. Eu vivo o filme que vejo.

 

Este filme é sobre um tema que infelizmente existe. Acho que antigamente não havia tantos crimes como este, tão bárbaros. Matarem crianças... se havia, não se sabia. Com a divulgação da televisão e da rádio e também do cinema, as pessoas estão mais a par do que se passa no mundo. As pessoas agora sabem de todos os crimes e coisas más que existem pelo mundo fora. O noticiários são um horror.

 

Há uma coisa que me choca imenso, e que nem percebo, como o cérebro humano é tão estranho. Como é que há pessoas, como o deste filme, que matam tantas crianças. Eu não consigo admitir isso. Não sei nem percebo porquê. O cérebro humano é uma coisa para desvendar. Já ouvi dizer que só 20% do cérebro humano está a funcionar. Acho que por um lado também é bom, porque quando estiver a funcionar a 100% deve ser uma coisa... ou então vão ser naves, descobrir outros mundos, ou um progresso fantástico.

 

Para mim, que nasci em 1930 e que sou de um tempo em que não havia frigorífico, (lembro-me que na casa da minha avó e dos meus pais a cozinheira tinha de fazer comida todos os dias ou que só havia rádio às segundas e quintas) este já é um mundo completamente diferente daquele em que vivemos agora. Parece que estou noutro mundo!!! O progresso faz-me um espanto enorme. Tudo isto a propósito de agora se conhecerem os crimes todos que acontecem pelo mundo fora. Ainda no outro dia ouvi no rádio, que uma mãe asfixiou as seis crianças que teve ... Isto é uma coisa louca. Fico doido quando penso nestes crimes e o que vai na alma humana, ou no que o cérebro humano pode fazer para o bom e para o mal.

 

Quanto ao filme e quanto aos assassínios que existem na verdade, chocou-me e incomodou-me muito, e fiquei realmente mal disposto. Se não fosse para fazer a rubrica acho que tinha abandonado a sala. acho que isto é talvez um elogio ao filme, por estar tão bem feito. A realização estava fantástica, aliás nestes tempos é raro que um filme normal não esteja bem realizado.

 

Uma coisa a propósito deste filme que queria comentar, e que antigamente, quando os filmes eram a preto e branco, para se distinguirem bem as legendas, elas tinha um rectângulo com um fundo preto. Eu por acaso ainda me lembro do inglês, mas há pessoas que não sabem, e no caso deste filme havia legendas que passavam no branco.

 

Falaram do Laurence Olivier, que eu por acaso vi em Londres no teatro, e chamaram-lhe Lourenço Olivers... Há sempre muitas gafes..

 

Voltando de novo ao filme, sob o ponto de vista de suspense é formidável. As perseguições do tarado e a fuga da miúda são realmente emocionantes. Sobre o tema das pessoas morrerem e  de haver outro mundo, eu confesso que sou religioso e acredito que depois desta balbúrdia toda na terra, há um outro mundo melhor, em que não há matéria, mas há espírito. Mas isto é uma coisa que ninguém sabe, nem eu nem ninguém. Ou seja, tudo o que se passa no filme é pura especulação. Como é pura especulação, às vezes está bem conseguido, mas a maior parte das vezes não gostei. Achei um bocadinho fantasioso de mais. Aquele mundo onde a miúda estava era um bocadinho especulativo de mais. Acho que não será assim.

 

 

 

João Manuel Serra - 4 estrelas de 0 a 5

Filipe Melo - Ok. Tem coisas boas, e é feito pelo GRANDE Peter Jackson: mas tem momentos de azeiteirada de que eu não gostei muito...

Tiago Carvalho - 2 estrelas de 0 a 3



publicado por senhordoadeus às 19:03
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Sexta-feira, 26 de Fevereiro de 2010
Um Homem Singular

Poster de «Um Homem Singular»

 

FILME: Um Homem Singular

REALIZADOR: Tom Ford

 

Não vou só dizer mal. O filme também tem coisas boas. Acho engraçado que nesta época em que dois Homens já se casam em Portugal, um filme destes ainda me pareca um bocado chocante (é um tema muito difícil e complicado) e acho que a maioria das pessoas em Portugal não está preparada.

 

Em Portugal o assunto foi debatido, e é uma coisa já muito antiga, por exemplo na Grécia antiga, em Esparta era normal os homens gostarem uns dos outros. É uma coisa que houve sempre mas ainda é tabu.

 

Nunca passou pela minha cabeça, até porque já sou velho, um dia vir a ver um filme destes com este tema. Acho que sobre este aspecto o filme é positivo. A vida é assim, e realmente há de tudo e gostos não se discutem. É uma coisa humana que já vem de outros tempos.

 

Neste aspecto dos Homens se casaserem estou de acordo. Acho bem. Em outros paises já existia esta lei e Portugal estava a ficar um bocado atrasado nestas coisas. Este assunto que era tabu, mesmo assim continua a ser tabu para a maioria das pessoas. Foi uma lei que não foi sequer referendada e estou convencido que se fosse era chumbada. Apesar de ser religioso, acho que o Governo, embora seja prepotente, fez muito bem em aprovar a lei. Daqui a uns anos o casamento entre dois Homens vai ser considerado a coisa mais natural na vida. Neste aspecto acho o filme um bocado inovador e audacioso. Tem esse mérito.

 

O actor Colin Firth vai muito bem, já o vi noutros filmes e acho que é bom actor.

 

Achei o filme maçador. O tema podia ter sido abordado de outra maneira. Cenas muito prolongadas, pouco movimentado...

 

A Julianne Moore que já foi nomeada para os Oscares, é bonita, mas neste momento não me lembro de nenhum papel marcante dela.

 

Acho um bocadinho deselegante que o último rapaz fosse um fedelho. Será que ele era um bocadinho pedófilo? A pedófilia é uma coisa que me põe os cabelos em pé!

 

Já disse coisas boas e coisas más, por isso já não há mais nada a dizer.

 

JOÃO MANUEL SERRA - 1 estrelas (0-5)

FILIPE MELO - Que seca do c...!

TIAGO CARVALHO - 1 estrelas (0-3) - Recomendo a seguinte pesquisa no Google "pena de morte no Uganda".



publicado por senhordoadeus às 14:02
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Quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009
Tetro

Poster de «Tetro»

REALIZADOR: Francis Ford Coppola

 

http://cinema.sapo.pt/filme/tetro

  

 


 

 

O que achou do filme?

 

Gostei imensíssimo. Começo por dizer que não sabia que o filme era do Coppola que é um realizador que admiro muito, mas não estou influenciado por saber que é dele. Mesmo que não tivesse visto o nome Coppola  tinha gostado à mesma. Achei formidável todo o ambiente do filme, que o Copola criou e outros realizadores italianos do pós-guerra criaram. Foi uma série de realizadores italianos muito bons.
 
Gostei de tudo: do tema, o argumento, a interpretação (só conhecia o actor principal, mas nem me lembrava do nome dele - Vicent Gallo), o rapazito (Alden Ehrenreich), a rapariga que vive com o Tetro (Maribel Verdú). São todos muito bons actores, e até a coreografia que aparece no filme achei formidável - muito bons bailarinos e coreografia interessante.
 
Foi uma revelação porque não tinha ideia de ter ouvido falar deste filme, não tinha visto a apresentação de maneira que estava na dúvida sobre o que ia ver e estava com receio que fosse um bocado maçador. Mas não.
 
Gostei de mais pormenores, porque o filme tem muitas coisas boas e passa-se num país que não conheço, mas gostava de conhecer: a Argentina. Gostava de conhecer  Buenos Aires e não só. Tenho a mania das montanhas, Gostava de ver aquele glaciar na patagónia, (de geografia eu sei) que é no sul da Argentina e do Chile onde acaba a Cordilheira dos Andes.   Gostei sempre muito da paisagem montanhosa, seja nos Alpes, nos Pirenéus, ou mesmo na nossa Serra da Estrela onde já caiu muita neve. Já estamos no tempo do friozinho...Só nao percebi porque é que as montanhas brilhavam no Filme, não sei se é invenção do filme ou se é algum fenómeno físico daquela zona.
 
Achei o filme muito completo
 
CLASSIFICAÇÕES
 JOÃO MANUEL SERRA (0 a 5) - Cinco
 

FILIPE MELO -  Estive doente
 

TIAGO CARVALHO (0 a 3) - Três



publicado por senhordoadeus às 19:25
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Quarta-feira, 11 de Novembro de 2009
Os Irmãos Bloom

 Poster de «Os Irmãos Bloom» 

FILME: Os Irmão Bloom

REALIZADOR: Rian Johnson

 

http://cinema.sapo.pt/filme/the-brothers-bloom

  

 


 

 

O que achou do filme?

 

Vou ser muito duro, porque na verdade acho que é dos piores filmes que tenho visto na minha vida. Posso ir buscar até outros filmes antigos, que não tinham a técnica de hoje, mas tinham quaisquer coisas positivas. Ou a interpretação, ou piada, como aqueles filmes portugueses dos anos 40, coitadinhos, eram muito pobrezinhos de técnica, muito atrasadinhos, mas tinham artistas muito engraçados, muito cómicos, com muitas coisas positivas. Isto é um exemplo, porque o filme não tem nem realização, nem interpretação, nem argumento, nem diálogo... Não tem nada, nada, nada! É uma coisa horrorosa. É daqueles filmes em que não consigo descobrir qualquer coisa positiva nele, a não ser a musica do "Begin The Beguine" que é uma música que gosto muito. Chegou também a haver umas paisagens bonitas de São Petersburgo que é uma cidade que eu adoro e que visitei.
 
Eles são todos muito canastrões... e aquela japonesa (Rinko Kikushi)! Eu não sei porque é que impingiram aquela japonesa no filme, que não tem papel nenhum. Aquele papel é absolutamente dispensável. Não percebi o que o realizador quis fazer.
 
Não sei como o cinema americano, que é tão bom, ainda faz um filme destes tão mau. Não percebo.
 
Detestei, mas vou continuar a procurar na minha cabeça alguma coisa de que possa ter gostado.
 
 
CLASSIFICAÇÕES
 JOÃO MANUEL SERRA (0 a 5) - zero
 

FILIPE MELO -  Aqui está um filme que vai desaparecer da minha memória muito rápido. 
 

TIAGO CARVALHO (0 a 3) - zero



publicado por senhordoadeus às 18:52
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Terça-feira, 27 de Outubro de 2009
O Delator!

Poster de «O Delator!»

FILME: O Delator!

REALIZADOR: Steven Soderbergh

http://cinema.sapo.pt/filme/the-informant

  

 

 


 

 

O que achou do filme?

 

Sabe, eu não sei bem o que dizer nesta crítica, porque realmente achei o filme tão chato (os momentos que vi, quando estava acordado).
 
Bem, percebi que ele (Matt Damon) era um aldrabão, e que era um caso verídico. Confesso que não acompanhei bem - não acho que haja grande coisa a dizer.
 
Não gosto do actor, mas enfim... A realização não é nada de especial. Não tem ponta por onde se lhe pegue. Achei o filme uma porcaria.
 
Passei pelas brasas, e descansei um bocado.

Não vejo pormenores que possam defender o filme.
 
Ao menos o Tarantino, com aquela mortandade toda, é mais animado. Este filme, só se fosse obrigado a ver. Embirro com este actor. Não gostei nada.
 
CLASSIFICAÇÕES
 JOÃO MANUEL SERRA (0 a 5) - zero estrelas
 

FILIPE MELO - GRANDA SECA!
 

TIAGO CARVALHO (0 a 3) -

 

ANA MARKL (Crítica convidada) (1 palavra) - Fastidioso.



publicado por senhordoadeus às 18:10
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Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009
Welcome - Bem-vindo

 Poster de «Welcome - Bem-vindo»

FILME: Welcome - Bem-vindo

REALIZADOR: Philippe Lioret

http://cinema.sapo.pt/filme/welcome

 

 


O que achou do filme?

 

 

Primeiro quero dizer uma coisa que não tem a ver com o filme em si. O filme pode ser muito bom, mas já estou um bocadinho cansado de ver filmes que me chateiem, porque cada um tem as suas coisas, e há muita desgraça e muita miséria pelo mundo fora, mas cada um tem as suas misérias, e eu realmente saio de casa um bocado chateado, por viver sozinho e tento-me distrair e divertir e venho ver uma estopada muito grande que me põe ainda mais chateado. Mas pronto, é o prólogo da noite e o filme não tem nada a ver com isso, visto que ninguém tem culpa da minha disposição.
 
Quanto ao filme em si, acho-o muito rebuscado, porque aquela historiazinha que arranjaram do rapazito que vem lá do Iraque e quer ver a noiva que está em Inglaterra, aquela tragédia toda, é muito triste, é muito triste, mas acho um bocadinho rebuscado. Depois, não sei qual é o objectivo de quem fez o filme, se foi por uma questão política ou social. É muito triste não se deixar entrar os emigrantes ilegais, mas eu acho que tem de ser assim. Tem que haver vigilância, porque entre tanta gente que possa haver, podem vir até daquela zona muitos terroristas, que é são um perigo enorme para o ocidente. Estou farto de ouvir coisas do género do Bin Laden… Agora foi a Alemanha que ia ser alvo de atentados terroristas. É claro que a Alemanha tomou todas as cautelas. É o que eu digo: a Europa com a Alemanha e a Inglaterra e os Estados Unidos, estão muto vulneráveis. Aqui não nos chateiam porque somos pequeninos, mas nas potências maiores, como já fizeram na América no 11 de Setembro é um perigo! É muito triste pensar na miséria que lá há, mas paga o justo pelo pecador, porque coitadinho do rapaz, não era terrorista, mas paga pelos outros que são e que são um perigo para o ocidente.
 
Não sei bem qual é a ideia do realizador que fez o filme tão triste e tão Romeu e Julieta, para fazer uma historiazinha, tão tristinha. É para as pessoas se comoverem e para acharem que realmente se deve deixar entrar as pessoas ilegais que vem por aí fora? Se é eu não acho bem, se não é este o motivo, realmente não percebi e peço desculpa.

 

 

Para fim da macacada aparece-me o Ronaldo no fim do filme. Coitado, ele não culpa nenhuma, ele em si é muito bom jogador é muito simpático, as meninas gostam muito dele… Mas como eu sou muito contra o dinheirão que se dá aos futebolistas. É uma vergonha, um verdadeiro escândalo, sejam eles quais forem. O futebol devia ser um jogo amador. O género de indústria como está… é claro que se tem de entrar com dinheiro para a indústria. Ora eu sou do tempo que o futebol era quase um desporto quase amador, os jogadores ganhavam umas misérias e haviam jogadores que trabalhavam e tinham emprego. Tinham as duas coisas. Na década de 40 era assim. Agora são umas vedetas muito grandes e ganham fortunas. Está bem que lhes pagassem bem, agora este exagero com o Ronaldo, e quem diz o Ronaldo diz o Beckham, ou o Kaká. Eu acho que isto sim é uma afronta à pobreza. Eu fico danado! Já estava mal impressionado com o filme e com o Ronaldo ainda pior. Não gostei.
 
CLASSIFICAÇÕES
 
JOÃO MANUEL SERRA (0 a 5) -

FILIPE MELO -

TIAGO CARVALHO (0 a 3) -

 



publicado por senhordoadeus às 18:58
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Quinta-feira, 17 de Setembro de 2009
Abraços Desfeitos

Poster de «Abraços Desfeitos»

Filme: Abraços Desfeitos
Realizador: Pedro Almodovar

http://cinema.sapo.pt/filme/los-abrazos-rotos

 


O que achou do filme?
 
O filme tem a mãozinha do Almodôvar, que é um realizador muito bom, mas acho que há coisas que gostei muito e outras que gostei menos. Não sei se foi de propósito, mas foi com certeza, que depois daquele dramalhão todo, o filme acaba numa comédia, com uma actriz cómica que achei muito, muito, muito engraçada e torna o final hilariante. Acho que ele quer demonstrar que a vida é assim mesmo: é feita de coisas trágicas e de outras hilariantes. A vida é assim! Isto pode ter sido um propósito.
 
Achei o filme bem realizado, mas o argumento achei que é um romance do cordel… uma que gostava muito do realizador, o rapazito era filho dele. Coisas de romance barato… Mas gostei, no conjunto gostei, e portanto não me defraudou as expectativas, visto ser um realizador tão conhecido. Não vou falar da cena da escada que não tem interesse nenhum para a crítica, mas acho que os duplos, coitados, às vezes também se dispõem. Isto porque me pareceu ver um duplo da Penélope Cruz que vai pelas escadas a baixo, que vai por ali fora e cai de uma maneira que até se podia magoar. Mas são só pormenores. Eu às vezes sou um bocadinho coquinhas e vou buscar estes pormenores. A Penélope Cruz, além de ser muito bonita, é um espectáculo. O actor que faz de realizador (Lluís Homar), não sabia que era, mas gostei dele.
 
O que eu acho mesmo, é que apesar de bem realizado e bem interpretado, o filme é um romance de cordel. É a minha opinião.
 
Se não fosse o nome do Almodôvar dava menos classificação, mas seduzido pelo nome dele…
 
 
CLASSIFICAÇÕES
 
JOÃO MANUEL SERRA (0 a 5) -

FILIPE MELO -


TIAGO CARVALHO (0 a 3) -

 



publicado por senhordoadeus às 18:58
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Sacanas Sem Lei

Poster de «Sacanas sem Lei»

Filme: Sacanas Sem Lei
Realizador: Quentin Tarantino

http://cinema.sapo.pt/filme/inglourious-basterds

  


 O que achou do filme?

  
Achei o filme sem pés nem cabeça. É uma fantasia muito grande que o Tarantino arranjou, porque não é um filme histórico, não aconteceu nada daquilo.
 
No próprio filme, apesar daquela fantasia toda, há cenas que não são admissíveis, porque não têm a mínima lógica, como o Hitler estar naquele camarote do cinema, só guardado por dois soldados… Acho que na realidade era impossível que aqueles dois dos Sacanas, conseguissem entrar, ultrapassar os dois guardas e matar o Hitler e o Goebbels. Se o Hitler fosse a uma estreia em Paris, primeiro não ia a um cinema de bairro, e depois havia de estar guardado por milhares de tropas que não deixariam nada daquilo acontecer. É uma fantasia enorme.
 
Tomando o filme como uma fantasia que o Tarantino, não sabendo se ele é Judeu, e embora tenha visto nos créditos um nome Judeu, sonharam em fazer aquilo, para enfim, coitados… devem ter um ódio aos Nazis, porque realmente é inqualificável o que o Hitler fez. É inqualificável! Não sei se é o maior monstro da história, mas para mim é, não só por ter começado aquela guerra tão horrorosa, que eu assisti desde miúdo, porque já tinha oito anos quando o Hitler invadiu a Polónia e depois a Áustria e a Checoslováquia, antes de haver a guerra com os aliados. Acompanhei a par e passo tudo aquilo que se passou na guerra. Estou a par muito bem dos pormenores todos. Achei uma coisa incrível! Então com os Judeus, foi uma coisa que não posso qualificar e desculpar. Não tenho afinidade com os Judeus, e até sou religioso e Jesus na antiga Judeia não teve apoio nenhum, mas isso não interessa nada para o caso. Não tenho nada contra os Judeus. São considerados muito agarrados ao dinheiro, mas também não é motivo para se ter ódio. Eu, embora não tenha simpatia, também não tenho ódio absolutamente nenhum. Mandar matar seis milhões de Judeus, que é o que consta nas estatísticas, é uma coisa de outro mundo. São logo duas coisas: primeiro o Hitler fazer com que se achassem uma raça superior, já se sabe que são muito inteligentes … Mas acho que não é assim. Deviam ter respeito às outras pessoas e outros povos, o que não tiveram na invasão de países mais pequenos. Em segundo o que se passou durante a guerra com os Judeus… Já nem falo mais disso.
 
Acho o argumento do filme bem engendrado e acho que é talvez uma vingança para achincalharem o mais possível o Hitler e os Nazis, tantos anos depois. Mas não acho bem, agora que a Alemanha é um país que está na União Europeia, e não sei se este filme não vai acicatar um bocadinho mais aquele velho ódio e lembrar coisas que já passaram, que são terríveis, quando a Alemanha está actualmente no seio da Europa. A altura para se fazer este filme é um bocado chata.
 
Outra coisa que me fez impressão no cinema, foi o público levar tudo para o cómico, porque realmente há uma ou outra cena de humor negro, que eu reconheço, e também me ri numa dada altura, quando falaram italiano, mas acho que o filme não é para rir, não é cómico. É focada aquela tragédia da Guerra e no meio daquela ferocidade toda de parte a parte que não foi só dos alemães, mas também dos sacanas, eu sou uma pessoa que não consegue admitir ódio. É uma coisa que está contra a minha maneira de ser. Faço o possível para olhar para a vida sobre o prisma mais bonito e mais amoroso, por isso faz-me muita impressão as pessoas terem ódio. O público ria-se por tudo e por nada: um levava uma paulada, outro uma facada e eles riam-se, riam-se, riam-se. É uma coisa que também não tem pés nem cabeça. Achei isso horrível da parte do público.
 
Em suma tenho pena que se faça um filme cómico sobre uma guerra que foi tão horrorosa, mas está feito assim e sobre o aspecto de cinema tenho de dizer que gostei e que a fantasia está bem engendrada, bem urdida, embora com contras.
Outra critica: acho que o Brad Pitt não é nada bom actor. Tem aquela figura de galã e bonitão, mas como actor ele é apagado na interpretação pelo Coronel das SS (Christoph Waltz) que vai lindamente bem e pelas duas actrizes (Mélanie Laurent e Diane Kruger) que vão também lindamente bem. Aliás vão todos, mas o Brad Pitt acho que está deslocado. Vejo-o mais em filmes de polícias e ladrões e não gostei de o ver. A interpretação dele apaga-se ao pé da dos outros.
 
 CLASSIFICAÇÕES
JOÃO MANUEL SERRA (0 a 5) -  

FILIPE MELO - Incrível!!! O Tarantino é um virtuoso do c...!
TIAGO CARVALHO (0 a 3) -   



publicado por senhordoadeus às 18:29
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Quinta-feira, 3 de Setembro de 2009
A Proposta

Poster de «A Proposta (II)»

 

Filme: A Proposta
Realizador: Anne Fletcher

http://cinema.sapo.pt/filme/the-proposal

 

 

O que achou do filme?
Achei piada, achei giro, achei uma comédia engraçada. Está bem urdida. Não conhecia esta actriz (Sandra Bullock), mas gosto. Achei-a muito expressiva.
 
Acho que o filme tem umas certas americanices, até um bocado escusadas, como o Striper Ramone (Oscar Nuñez), ou outras um bocado disparatadas, mas estão dentro do humor americano e não chegam a estragar o filme. Tem que se encarar o filme como uma comediazinha assim de verão, para dispor bem, para variar dos dramas e de outras coisas do género.
 
Vimos as paisagens do Alasca que não conheço e espero nunca conhecer, porque é muito longe e não dá muito jeito, mas gosto muito de montanha, porque já conheci montanhas muito bonitas nos Alpes e nos Pirenéus. Gosto muito da montanha e da natureza. Quando digo que não me interessa o Alasca, é porque é muito longe e há coisas mais perto e mais interessantes.
 
Estou de acordo com a velhota do filme (Betty White no papel de Grandma Annie). Temos de estar ligados à terra, e ao que a terra nos dá, e ao que a terra nos faz sentir. Eu realmente sou uma pessoa que dou muito, muito valor à terra, ao planeta ao universo. Sou uma pessoa que gosta muito de se exteriorizar, e tenho esta missão, que me faz bem, que gosto e que preciso de comunicar com as pessoas, e de estar na rua a acenar. Mas também tenho o lado oposto, por exemplo: estou sozinho em casa, nestas noites de verão lindas, que têm um freso muito agradável, o céu estrelado e luarento, (embora também goste do sol e do céu azul), ponho-me lá no terraço que tenho em casa e fico tempos e tempos a olhar para o céu. Uma coisa que gosto imenso de ver, é quando chega a estrela de alva. A estrela de alva é uma estrela que aparece na madrugada. Como me deito sempre muito tarde, e em geral a essa hora já estou em casa, mesmo saindo, como gosto de sair todas as noites, chegam as cinco ou seis horas da madrugada e chega a estrela de Alva que é uma estrela maior, mais brilhante. Acho uma beleza, fico extasiado e começo a pensar no universo. Faz-me tanta confusão pensar em como é isto tudo, como este conjunto está tão bem feito que os planetas giram, que está tudo tão bem equilibrado. É fantástico. O pior é que de vez em quando vem um meteorito… Eu não tenho palavras. Eu até estava interessado em ir ao Observatório da Ajuda para ver se sei mais alguma coisa, além do que se vê a olho nu. Gosto de aprofundar este tema, pelo qual tenho muita admiração e respeito.
 
Tudo isto vem a propósito da Grandma Annie a dançar uma coisa qualquer índia lá do Alasca. Ela realmente dançava em homenagem à Terra. Achei isso interessante no filme.
 
Olhando este filme como um filme como um filme leve e uma comédia posso dizer que gostei. 

 
CLASSIFICAÇÕES
 
JOÃO MANUEL SERRA (0 a 5) -

FILIPE MELO - Férias
TIAGO CARVALHO (0 a 3) -

 



publicado por senhordoadeus às 18:32
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Terça-feira, 25 de Agosto de 2009
Inimigos Públicos

Filme: Inimigos Públicos
Realizador: Michael Mann

cinema.sapo.pt/filme/public-enemies

 

 


O que achou do filme?

Achei que está muito bem feito, muito bem realizado. O cinema atingiu uma expressão fantástica, mas também não acontece em todos os filmes.


A história do filme é banal, porque se não se soubesse que o Dillinger existiu, pareceria uma história inventada de tantos outros filmes de gangsters e de polícias e ladrões que já existem. Até o final, quando ele vai ao cinema sendo procurado pela polícia, com a cabeça a prémio, e vai para aqui e para acolá. Não percebo se isto aconteceu de verdade ou não, se foi assim que ele foi apanhado, porque não sei a história real dele. Parece uma história de uma personagem que não é verídica - até parece fantasia. Com o dinheiro que ele tinha, devia-se ter escondido - não devia andar por todo lado a expor-se publicamente. Não admira que tenha sido apanhado daquela maneira. Se foi assim, se não inventaram (porque podem bem ter romanceado a questão), acho incrível e ilógico. Outra coisa que eu acho no filme: acho que há tendência em retratar o Dillinger como um herói, em vez de o tratar como um bandido, que é o que ele era. Era um criminoso, e, embora não fosse um assassino, roubava bancos. Acho que puseram um rapaz que é quase um galã (Johnny Depp) a fazer de Dillinger. Depois fizeram um romance dele com uma tal Billie (Marion Cottillard), que é muito bonito. Uma pessoa quase que se comove quando ele é morto e apanhado, e o outro polícia vai entregar a mensagem que ele mandou, está tudo feito de forma a comover um bocadinho. Uma pessoa com um bocadinho de sensibilidade acaba por se comover com a interpretação da rapariga, que é muito boa actriz. Eu não sei se é um factor positivo ou negativo no filme. É positivo no sentido de sensibilizar o espectador, mas é negativo no sentido em que deturpa a verdade e falseia o que foi a vida daquele homem, que foi um bandido.

 

O filme também me interessou porque estou muito ligado àquela década de trinta. Foi a década em que nasci (1931). Desde muito cedo comecei a ir ao cinema, desde os quatro ou cinco anos. É claro: fartei-me de ver o Clark Gable, Shirley Temple, William Powell... É um mergulho no passado lembrar-me daqueles actores todos de quem gostava tanto e de todos aqueles filmes e músicas que estão neste filme. Está-me muito presente no espírito, e traz-me muita saudade. Com a idade que tenho já estou mais para o fim do que para o princípio - lembrar-me do meu princípio, dos meus primórdios, traz-me saudade e comove-me sempre um bocadinho. No conjunto, gostei do filme. Tem muitas qualidades. Gostei de ouvir falar daquela época. Vi o filme duas vezes, e gostei de ver a segunda por causa da companhia!

 

 

CLASSIFICAÇÕES

 

JOÃO MANUEL SERRA (0 a 5) -
FILIPE MELO - É um bom filme, mas parece que os filmes do Michael Mann não têm alma!
TIAGO CARVALHO (0 a 3) -

 
 



publicado por senhordoadeus às 09:57
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Sábado, 22 de Agosto de 2009
UP

 

Filme: UP
Realizador: Pete Docter / Bob Peterson
Transcrição: Nadia Schilling
cinema.sapo.pt/filme/up-1

 


 

NOTA DO EDITOR: 

 

Pedimos desculpa pela falta de posts recente, mas foi difícil manter a assiduidade em tempo de férias. Vamos compensar com posts novos.

Abraços a todos.

 

O que achou do filme?
Só tenho a dizer bem deste filme, porque achei uma maravilha isto da técnica das três dimensões e é pena os filmes todos não serem assim, porque se viam de outra maneira. Deve ser com certeza por ser muito caro... De qualquer maneira, achei o filme muito bonito não só sob o ponto de vista técnico, mas também sob o ponto de vista humano: o enredo, as vozes que o interpretaram, a música, a própria história, achei tudo muito bonito. O próprio prólogo do filme, aquela curta metragem das nuvens, é tão bonita, tão bonita e tão bem feita, que fiquei encantado. Achei realmente um filme de se ver e um filme que  atinge um expoente do cinema.

Não penso que seja um filme direccionado só para crianças. É mais para crescidos do que para crianças, por estar de tal maneira bem feito. É claro que a criança pode também atingir a ideia, a perfeição do filme, mas talvez não saiba dar o valor que o filme tem, como uma pessoa adulta dá. De maneira que a minha opinião é que talvez seja mais para adultos do que para crianças. Talvez seja para todos, porque as crianças também acham graça àquelas coisas todas das correrias, aqueles voos, aquilo tudo.

Estava algo relutante em ver um filme de animação, e conheço as três dimensões desde há muito tempo, mas não me tem puxado muito para ir ver, talvez porque nenhum filme tivesse sido tão bom como este. Havia já muitos, mas não me lembro de nenhum tão bom de se ver. A verdade é que estava um bocadinho periclitante, mas gostei imenso e acho que 
está um filme excepcional.

Por isso gostei muito, achei muito bom e recomendo às pessoas que vejam e que dêem a sua opinião, que deve ser boa com certeza. Estava na dúvida se dava 4,5 estrelas mas vou dar 5 estrelas ao filme. É raro dar 5 estrelas, mas neste, não vejo nada contra, sob todos os aspectos.
 

 Transcrição : Nadia Schilling

 

CLASSIFICAÇÕES

 

João Manuel Serra (0 a 5) -

Filipe Melo - É uma obra prima. ADOREI!
Tiago Carvalho (0 a 3) - FÉRIAS

 

 

 



publicado por senhordoadeus às 10:46
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Segunda-feira, 27 de Julho de 2009
Transsiberiano

FILME: Transsiberiano
REALIZADOR: Brad Anderson

cinema.sapo.pt/filme/transsiberian

 

 


O que achou do filme?

Bem, eu ainda estou cansado porque o filme é muito emotivo e tem muito suspense. Está bem feito!

 

Não sei se é uma qualidade ou defeito meu, mas vivo muito os filmes. Algumas pessoas que dizem: "Ah, é só um filme!", mas eu vivo muito os filmes.

 

Por um lado é bom, porque apesar de sofrer um bocado com o suspense, é óptimo viver o filme.

O filme mantém o interesse do princípio ao fim. É violento, e é um caso que embora não seja real, com o tráfico de droga e banditagem que anda para aí, poderia perfeitamente ter acontecido, ainda que um bocado recambolesco.

 

Está muito bem realizado, bem interpretado e o ambiente é fora do vulgar, infernal. A Sibéria deve ser uma coisa horrorosa por causa do frio. Há uma cena do filme que se passa a 23 graus negativos, mas até fica pior que isso.

 

Achei interessante aquela viagem, e é claro, tem algumas coisas de que eu não gostei tanto, mas não as vou dizer, porque achei que o filme é bom e gostei bastante.

 

A rapariga vai muito bem (Emily Mortimer), e o Ben Kingsley (que não me é uma cara simpática, embora o ache bom actor, desde o ghandi). O americano (Woody Harrelson) tem um ar um bocadinho estupidificado no início, mas ganha personalidade ao longo daquela tragédia.

Gostei muito da música de fundo do filme e acho que a produção do filme é espanhola.

 

A minha primeira viagem a Paris também foi de combóio. Demorava imenso tempo até lá, tinha de dormir em Espanha. Foi antes de 1950. Sempre gostei de andar de combóio.

Comecei a ir mais longe, por exemplo aos Estados Unidos, e comecei a andar de avião, porque teve mesmo de ser. Nunca deixei de ir porque sempre adorei viajar, e pus esse interesse acima de tudo. Ia sempre nervosíssimo, e levava um livro da Agatha Christie para me entreter.


Devo ter lido aquele livro não sei quantas vezes, mas sem tomar muita atenção, porque ia muito nervoso por causa da claustrofobia de que sofro.

 

Fiz imensas viagens de avião, mas a partir do início da década de 70 começou a aparecer a pirataria aérea e eu fiquei com medo e passei a andar de combóio e de autopullman.

Fizemos uma viagem de autocarro (naquela altura, 1969, ainda estava no regime antigo, já com o Marcelo Caetano) que era proibida, porque foi até à Russia. Havia uma empresa belga que arranjava excursões para portugueses que partiam de Paris.


Fui com a minha mãe. Apanhámos o avião até Paris, e atravessámos a Europa inteira no autopullman: ainda a Alemanha estava dividida, e fomos até à Rússia, que ainda era soviética.

No entanto, o nosso maior interesse não era ir à Rússia, apesar de adorar a Rússia- S. Petersburgo, etc. - o que queriamos era visitar a Escandinávia.

 

Nós iamos pela Europa Central até à Rússia, subiamos até à Finlandia, Suécia, Noruega e Dinamarca, e visitámos ainda a Alemanha e a Bélgica, antes de regressar a Paris e depois para Lisboa.

 

Concluindo, gostei imenso do filme, porque adoro suspense, e tenho a impressão que foi dos filmes em que sofri mais por causa disso.

Dou 4 estrelas ao filme.

 

 

 

CLASSIFICAÇÕES

 

João Manuel Serra (0 a 5) -
Filipe Melo - Vê-se bem, embora a protagonista seja muita estúpida.
Tiago Carvalho (0 a 3) - FÉRIAS

 

 

 



publicado por senhordoadeus às 11:46
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Terça-feira, 21 de Julho de 2009
Harry Potter e o Principe misterioso

FILME: Harry Potter e o Principe misterioso
REALIZADOR: David Yates

cinema.sapo.pt/filme/harry-potter-and-the-half-blood-prince

 

 


 

O que achou do filme?

Não é bem o género de filme que eu gosto, estas magias ou feitiçarias. Achei o filme um bocadinho sobre o comprido, mas não deixo de achar que é um filme muitíssimo bem feito, com efeitos especiais espectaculares e com uns pormenores que gostei imenso, como por exemplo o inglês que se fala no filme, que é um inglês que gosto imenso. É um inglês muito britânico. O artista que faz de Professor Dumbledore (Michael Gambon) tem uma voz formidável, que é um pormenor interessante.

 

O filme tem um ambiente de magia que consegue envolver-nos e deixar-nos em suspenso, pela música de fundo, os cenários, a interpretação, os efeitos especiais… Tudo aquilo é realmente envolvente, sob o ponto de vista da magia. Eu penso que magia, também nós temos aqui no nosso mundo. Não é magia dos feiticeiros, mas é a magia da do Homem, que é muito inteligente. Para mim, que já tenho quase oitenta anos, e que quando era miúdo vivia num mundo atrasado, este progresso, estas coisas todas das máquinas é tudo uma magia, é tudo mágico. A propósito do progresso está nesta altura (na internet) a comemorar-se o quadragésimo aniversário da ida do homem à Lua, a que eu assisti em directo, e naquela altura já era crescidinho: achei espectacular. Foi uma coisa que nunca mais esqueço na minha vida, embora houvesse gente que não acreditasse na ida do Homem à Lua. Mas eu acredito, acreditei sempre na inteligência do Homem, não nas magias e feitiçarias. O site é o wechoosethemoon.org, - aqui se comemora o quadragésimo aniversário, que se completa dia 20, e se acompanha uma sonda que foi lançada pelos Estados Unidos para a Lua.

 

O filme é baseado num livro de fantasia. O João gosta deste género de livros/filmes?

Não sou muito de livros de fantasia. Gostei muito do Feiticeiro de Oz (com a Judy Garland) quando era miúdo! Como não sou muito de fantasia, ainda não tinha visto nenhum filme do Harry Potter, e nem engraçava muito com a cara dele. Gosto muito da imaginação, e o filme tem muita imaginação, mas apesar de tudo sou uma pessoa muito terra a terra. Acho que o que tem vindo a acontecer no mundo é uma coisa fantástica, e mais ainda o que penso que um dia existirá. Embora não tenha a certeza, acho que o Homem irá ainda mais longe do que foi e que vai haver inventos fantásticos. Acho que já não vou assistir a mais nada, mas o Homem vai chegar bem longe...Até onde não sei.

 

Para viver para sempre acho que não. Há tempos ouvi na televisão que há uns sábios japoneses que estavam a estudar a maneira do Homem viver para sempre. Eu acho que é absolutamente impossível, porque como era possível as pessoas não morrerem? Onde é que cabiam as pessoas todas se não morressem neste mundo? Não haveria alimentação. Agora já falam que há dificuldade em produzir certos alimentos, como plantas, gado e pesca e que podem mesmo desaparecer. Como é que havia alimentação para esta gente toda? A não ser que também inventassem comprimidos a substituir a comida, e então já não precisávamos (ou precisavam) de alimentação vulgar, carne, peixe vegetais e essas coisas todas.

 

Até posso acreditar que possa acontecer um dia, agora não sei. Tudo isto é um mistério muito grande. Sou uma pessoa que penso muito no universo, e por isso é que estou com muita vontade de ir ao Observatório Astronómico da Ajuda, para ver as estrelas, como aquele intérprete do filme que observa a Lua (Ron Weasley, interpretado por Rupert Grint). Eu às vezes também me ponho em casa à janela a observar o luar. Fico extasiado a olhar e a pensar o que é isto tudo, como é que começou, as galáxias… Ainda no outro dia descobriram outras galáxias que ainda não se tinham descoberto. Onde é que vão parar as galáxias todas. Onde é que tudo isto começou? Onde é que isto acaba?

 

O infinito faz-me muita confusão e é algo que sempre me fascinou desde miúdo. Julgo que foi uma coisa precoce, naquela altura pensar nisso tudo com muito interesse, com muita admiração e ao mesmo tempo com muito medo. Isto é uma coisa que nos causa um bocadinho de medo. Já ouvi profecias de que a Terra vai acabar, ou que vai cair um meteorito que acaba com a Terra. Acho que as pessoas têm de penar um bocadinho, se não ficávamos de braços cruzados à espera de morrer… Mas é uma coisa que tenho pena, é que eu se calhar, nem daqui a poucos anos, não vou ver como está este mundo de progresso. No outro dia vi numa revista um Robot, de que já tinha ouvido falar na rádio, que tem sete emoções. Está feito para chorar, para rir, para cantar… Isto é uma coisa fantástica!

 

 

 

CLASSIFICAÇÕES

 

 

João Manuel Serra (0 a 5) -
Filipe Melo - A estória não é nada de especial, mas os efeitos especiais são o fim da macacada!
Tiago Carvalho (0 a 3) -
 



publicado por senhordoadeus às 10:23
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Terça-feira, 14 de Julho de 2009
Bruno

 

 

 

 

 FILME: Bruno

REALIZADOR: Larry Charles

http://cinema.sapo.pt/filme/bruno

 

 

 

Bem, a minha opinião é um bocado contraditória. Primeiro, gostei dos tema que abordou, liberdade, dedicação. Acho que o filme tem duas interpretações e até é um bocadinho difícil perceber a intenção de quem fez o filme. 

 

Se por um lado, acho que é apologista da homossexualidade; por outro lado, também acho que ridiculariza um bocado a homossexualidade. É tudo bastante contraditório - depende um pouco da maneira de pensar da pessoa que vê o filme.

 

Achei o filme interessante quando abordou o dilema das pessoas que se querem tornar famosas - há momentos do filme que se podem considerar ou muito racistas ou muito anti-racistas. Portanto, não sei - é um filme muito fora do vulgar. Foi a segunda vez que vi. A primeira vez chocou-me muito, porque tem cenas de um mau gosto atroz e detesto este actor - há também alguns comentários infelizes sobre a religião.

 

Eu acho que deve também haver liberdade de religião, sexual, pollítica  - 

tem de se respeitar a maneira de ser das outras pessoas.

 

Eu sou uma pessoa de setenta anos, perto de oitenta, e portanto, acho que até sou bastante actualizado para a minha época, que era uma época completamente diferente. As pessoas da minha época eram muito conservadoras e pensavam de uma maneira muito diferente da que eu penso. 

 

Por exemplo, eu tenho irmãos do segundo casamento do meu pai, que são muito mais novos que eu - o mais novo tem cinquenta e poucos, o outro cinquenta e muitos e a outra fará sessenta. Apesar de serem muito mais novos que eu, são muito mais conservadores e muito mais antiquados do que eu, apesar de terem nascido numa época muito posterior à minha. Eu considero-me muito evoluído nesse aspecto, e aceito muito bem a época actual, até certo ponto: o mundo está a perder a cor e a tornar-se muito violento, e também é necessário travar esta tendência. 

 

Acho muito bonita a democracia, fazer o que se quer desde que não se interfira nos assuntos dos outros, mas acho que vivemos todos em sociedade e tem de haver mais respeito pelo próximo do que está a haver. Há muita gente que não entende a democracia como ela é, e que leva a democracia para outro lado que não tem nada de democrático, e é pena, porque isso passa a ser uma anarquia.

 

Enfim, achei o filme o filme muito contraditório. Tem coisas muito positivas, especialmente o facto de cada um poder dar a sua interpretação ao filme, uns apologistas disto ou daquilo, e outros satíricos e críticos em relação às mesmas coisas.

 

Tenho pena que haja tanta cena de mau gosto ao longo do filme, e de facto, não consigo simpatizar com aquele actor (podem gostar muito dele, mas...). Já tinha visto outro filme com ele, e não consigo gostar dele. Com outro actor, não sei o que poderia ser....

 

 

 

CLASSIFICAÇÕES

 

JOÃO SERRA (de 0-5) -    

 

FILIPE MELO - Eu pensava que não ia gostar muito, mas até foi giro. 

 

 

PAULA DIOGO (a substituir Tiago Carvalho (0-3) - 

 

 



publicado por senhordoadeus às 13:08
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Terça-feira, 30 de Junho de 2009
A Ressaca

FILME: A RESSACA
REALIZADOR: Todd Phillips

cinema.sapo.pt/filme/the-hangover

 


 

O que achou do Filme?

Achei o filme um horror! Achei péssimo. Vou ser muito sincero: não estou de acordo com muitas pessoas simpáticas de quem eu gosto muito, que me possam ler e ter a sua opinião positiva do filme, que claro que pode ser muito diferente da minha.

O filme, de uma ponta a outra não tem interesse nenhum, não tem humor nenhum. Acho que isto nem é humor, nem é cómico, é uma palhaçada! Não sei porque se riem daquelas cenas, mas é o que eu digo: a juventude que é muito querida, muito alegre e vê a vida sob um prisma já diferente do meu, tira partido de tudo. E eu acho muito bem que gozem bem, e que riam muito, que é muito bom, e é muito salutar.

Ver o tigre a andar na suite do hotel, ou a galinha, ou as cenas que fazem com o bebé, ou no consultório mostrarem aquele velho decrépito, coitadinho, daquela maneira tão triste… Rirem daquilo? Eu realmente acho que não tem humor nenhum. São cenas sem o mínimo humor!

Até podiam ter feito talvez uma coisa engraçada sobre os solteiros que se vão despedir, mas acho que não há diálogo coerente, e depois é sempre aquela palavra americana, nem digo que seja inglesa… Quer dizer, é inglês, mas é mais na América que se diz o "fucking". Não vou traduzir, porque já toda a gente sabe o que quer dizer, mas da primeira à última cena do filme, quando é assim um filme ordinário só dizem fucking, fucking, fucking, fucking!!! É uma coisa aflitiva de mau gosto.

A interpretação achei horrível: aquele gordo sem graça nenhuma (Zach Galifianakis), sempre a mostrar o rabo… Achei tão feio, tão deselegante. E cenas umas atrás das outras, ordinárias ou sem graça. E falarem do Holocausto – o anel da avó era do Holocausto. Uma coisa tão triste… Foram 6 milhões de Judeus que morreram de uma maneira tão trágica e falam daquela maneira do Holocausto?!. Meu Deus, não consigo perceber; de maneira que achei o filme de uma ponta a outra de um mau gosto atroz. Dou zero estrelas.

 

 

CLASSIFICAÇÕES

 

JOÃO SERRA (de 0-5) -  0 Estrelas 

 

FILIPE MELO- Não é bom nem mau, antes pelo contrário. 

 

TIAGO CARVALHO (0-3) -

 

 



publicado por senhordoadeus às 10:18
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Segunda-feira, 15 de Junho de 2009
Flammen & Citronen

 

FILME: Flammen & Citronen
REALIZADOR : Ole Christian Madsen
cinema.sapo.pt/filme/flammen-citronen

 


O que achou do filme?

Bem, em primeiro lugar, sob o ponto de vista técnico cinematográfico, achei fantástico.

É um filme muitíssimo bem feito, realizado e interpretado. Tem cenas muito bonitas de cinema. Acho que, como cinema, dou nota máxima em absoluto.

Agora, lanço um aviso para a gente nova: a gente desta geração não pode dar valor ao filme porque não passou por aquilo, como eu passei. Era miúdo naquela altura mas assisti à guerra, e estive a par daquelas atrocidades e daquele drama que viveu toda a Europa; mesmo em Portugal e nos outros países neutros, porque, apesar de não estarem em guerra, sofríamos as consequências da falta de muitas coisas, de comida (o pão era racionado) e os carros não tinham gasolina.


Foi uma altura muito difícil, desde Setembro de 1939 a Maio de 1945: aqueles anos foram um pesadelo autêntico.

Naquela altura podia-se assistir ao que fazia tanto um lado como o outro, porque era permitido haver propaganda da alemanha nazi. Então, era dos dois lados: havia actualidades francesas, inglesas, alemãs... De maneira que toda a gente vivia muito aquilo tudo.
 
Eu acho que a rapaziada de agora não dá valor ao que foi a Guerra. Está nos livros de História, tal como estão as invasões napoleónicas e muitas outras coisas que já se passaram, e sabem que foi uma coisa muito chata, e até reconhecem o drama, mas não dão valor, como eu dou, ao que se passou.

Este filme retrata exactamente a Resistência Dinamarquesa, tal como houve resistência em França e em todos os países ocupados. Sabe-se bem o que eles passaram, e eu dou imenso valor a este filme: acho que é quase um hino à resistência contra a ocupação nazi.

As pessoas da geração de agora, com vinte e trinta anos, não dão valor ao filme, porque estão mais viradas para o futuro (e eu acho isso bem!) - naves inter-espaciais que vão descobrir Marte, Saturno e Vulcano. Não ligam nada ao que foi a Segunda Guerra Mundial, aquela hecatombe horrível.

Pronto, por um lado é bom, é sinal de que acabou a Guerra e que estamos em paz relativa. Portanto, faço votos de que não venha uma Terceira Guerra Mundial que acabe com este mundo de uma vez para sempre.

O que mais gostou do filme:


Gostei de tudo. Um pormenor que achei engraçado: a dada altura, a meio daquela tragédia toda ouvir-se a canção "Cheek to Cheek", do Cole Porter, que na altura estava em voga, na altura em que ele a compôs. Graças a Deus vi aqui em Portugal, em paz, o "Chapéu Alto", que foi feito na década de trinta mas só chegou cá por volta de 1940. Eu delirava com o Fred Astaire e com a Ginger Rogers, então achei muito bem metido aquele pormenor pequenino. Uma beleza!

O que menos gostou:

Não houve nada que eu achasse mal feito. Até estive em Copenhaga e gostei muito, e os Dinamarqueses são muito simpáticos.

 

CLASSIFICAÇÕES

 

 

 

JOÃO SERRA (0-5) -

FILIPE MELO - Não gostei por aí além, achei um pouco lento. Suponho que faço parte da geração habituada aos filmes de naves inter-espaciais!

TIAGO CARVALHO
(0-3) -



publicado por senhordoadeus às 02:11
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Terça-feira, 26 de Maio de 2009
Casamentos e Infidelidades

Casamentos e Infidelidades

 

23/05/09

FILME: Married Life

REALIZADOR : Ira Sachs

cinema.sapo.pt/filme/married-life



 

O que achou do filme?

Eu gostei, achei giro, achei bom, achei muito bem observada a vida das pessoas casadas, pessoas que enfim… não sei se o filme é uma apologia do casamento ou se é o contrário, porque tanto pode ser realmente o casamento considerado como positivo ou como negativo. Quer dizer, o casamento tem coisas positivas e negativas.

 

Eu percebo muito bem que há aquela distinção entre amor e sexo como ele (Pierce Brosnan) fala no filme, e realmente fez-me sempre muita confusão (não sei se é do meu feitio), que as pessoas casem e que estejam juntas para o resto da vida, dezenas de anos até fazerem as bodas de ouro, sem aparecer outra pessoa de quem gostem também. Faz-me confusão que realmente uma pessoa viva com a outra para toda a vida! Eu nunca casei, mas acho natural que se casasse um dia, me saturasse da mulher e arranjasse outra pessoa. Este é um caso desses, em que se davam muito bem como marido e mulher, mas como ela (Patricia Clarkson) disse, o sexo também tinha muita importância e não tinha nada a ver com o amor. O amor é uma coisa e o sexo é outra e aí é que acho que eles tiveram uma grande compreensão em viverem juntos, gostarem de outras pessoas, e fazerem sexo quando possível com outras pessoas. Por isso acho que o casamento é uma coisa muito, muito, muito complicada, confesso… Vejo bem o que se passa (e sei muito sobre divórcios e separações), até porque sou filho de pais divorciados, tenho um irmão que também é divorciado, e divórcios não faltam neste mundo. De maneira que não sei o que possa dizer do casamento, não tenho uma opinião abalizada ou muito importante, mas acho que é uma coisa muito complexa.

 

O que gostou mais no filme?

 

 Achei muita piada à época de 1949. Está muito bem retratada, porque toda aquela época tem assim um bocado daquele pirismo em relação à época de agora, em que é tudo diferente. Há certas coisas, como os trajes delas e a maneira de falar… tudo é um bocadinho piroso naquela época. Acho que está bem retratado. Quer dizer, gostei muito da interpretação dele (Chris Cooper). Acho que até foram bem escolhidos os actores: o casal mais velho. Gostei.

 

O que gostou menos no filme?

 

Gostei menos… (pausa). Não há assim nada que não tenha gostado realmente.

 

 

CLASSIFICAÇÕES

 

JOÃO SERRA (de 0-5) - 

FILIPE MELO  -   É giro, mas é um bocadinho seca...

TIAGO CARVALHO (de 0-3) -   

 



publicado por senhordoadeus às 12:32
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O Senhor do Adeus - Rubrica de Cinema
Todos os Domingos, pelas 20.30, no cinema El Corte Inglês, João Manuel Serra (o famoso "Senhor do Adeus") vai ao cinema com Filipe Melo e com Tiago Carvalho. Este Blog serve para documentar as opiniões e observações de João Serra sobre os filmes e sobre a vida. Os comentários deixados no blog durante a semana serão lidos ao João Serra no Domingo seguinte.
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