Quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009
Tetro

Poster de «Tetro»

REALIZADOR: Francis Ford Coppola

 

http://cinema.sapo.pt/filme/tetro

  

 


 

 

O que achou do filme?

 

Gostei imensíssimo. Começo por dizer que não sabia que o filme era do Coppola que é um realizador que admiro muito, mas não estou influenciado por saber que é dele. Mesmo que não tivesse visto o nome Coppola  tinha gostado à mesma. Achei formidável todo o ambiente do filme, que o Copola criou e outros realizadores italianos do pós-guerra criaram. Foi uma série de realizadores italianos muito bons.
 
Gostei de tudo: do tema, o argumento, a interpretação (só conhecia o actor principal, mas nem me lembrava do nome dele - Vicent Gallo), o rapazito (Alden Ehrenreich), a rapariga que vive com o Tetro (Maribel Verdú). São todos muito bons actores, e até a coreografia que aparece no filme achei formidável - muito bons bailarinos e coreografia interessante.
 
Foi uma revelação porque não tinha ideia de ter ouvido falar deste filme, não tinha visto a apresentação de maneira que estava na dúvida sobre o que ia ver e estava com receio que fosse um bocado maçador. Mas não.
 
Gostei de mais pormenores, porque o filme tem muitas coisas boas e passa-se num país que não conheço, mas gostava de conhecer: a Argentina. Gostava de conhecer  Buenos Aires e não só. Tenho a mania das montanhas, Gostava de ver aquele glaciar na patagónia, (de geografia eu sei) que é no sul da Argentina e do Chile onde acaba a Cordilheira dos Andes.   Gostei sempre muito da paisagem montanhosa, seja nos Alpes, nos Pirenéus, ou mesmo na nossa Serra da Estrela onde já caiu muita neve. Já estamos no tempo do friozinho...Só nao percebi porque é que as montanhas brilhavam no Filme, não sei se é invenção do filme ou se é algum fenómeno físico daquela zona.
 
Achei o filme muito completo
 
CLASSIFICAÇÕES
 JOÃO MANUEL SERRA (0 a 5) - Cinco
 

FILIPE MELO -  Estive doente
 

TIAGO CARVALHO (0 a 3) - Três



publicado por senhordoadeus às 19:25
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Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009
Welcome - Bem-vindo

 Poster de «Welcome - Bem-vindo»

FILME: Welcome - Bem-vindo

REALIZADOR: Philippe Lioret

http://cinema.sapo.pt/filme/welcome

 

 


O que achou do filme?

 

 

Primeiro quero dizer uma coisa que não tem a ver com o filme em si. O filme pode ser muito bom, mas já estou um bocadinho cansado de ver filmes que me chateiem, porque cada um tem as suas coisas, e há muita desgraça e muita miséria pelo mundo fora, mas cada um tem as suas misérias, e eu realmente saio de casa um bocado chateado, por viver sozinho e tento-me distrair e divertir e venho ver uma estopada muito grande que me põe ainda mais chateado. Mas pronto, é o prólogo da noite e o filme não tem nada a ver com isso, visto que ninguém tem culpa da minha disposição.
 
Quanto ao filme em si, acho-o muito rebuscado, porque aquela historiazinha que arranjaram do rapazito que vem lá do Iraque e quer ver a noiva que está em Inglaterra, aquela tragédia toda, é muito triste, é muito triste, mas acho um bocadinho rebuscado. Depois, não sei qual é o objectivo de quem fez o filme, se foi por uma questão política ou social. É muito triste não se deixar entrar os emigrantes ilegais, mas eu acho que tem de ser assim. Tem que haver vigilância, porque entre tanta gente que possa haver, podem vir até daquela zona muitos terroristas, que é são um perigo enorme para o ocidente. Estou farto de ouvir coisas do género do Bin Laden… Agora foi a Alemanha que ia ser alvo de atentados terroristas. É claro que a Alemanha tomou todas as cautelas. É o que eu digo: a Europa com a Alemanha e a Inglaterra e os Estados Unidos, estão muto vulneráveis. Aqui não nos chateiam porque somos pequeninos, mas nas potências maiores, como já fizeram na América no 11 de Setembro é um perigo! É muito triste pensar na miséria que lá há, mas paga o justo pelo pecador, porque coitadinho do rapaz, não era terrorista, mas paga pelos outros que são e que são um perigo para o ocidente.
 
Não sei bem qual é a ideia do realizador que fez o filme tão triste e tão Romeu e Julieta, para fazer uma historiazinha, tão tristinha. É para as pessoas se comoverem e para acharem que realmente se deve deixar entrar as pessoas ilegais que vem por aí fora? Se é eu não acho bem, se não é este o motivo, realmente não percebi e peço desculpa.

 

 

Para fim da macacada aparece-me o Ronaldo no fim do filme. Coitado, ele não culpa nenhuma, ele em si é muito bom jogador é muito simpático, as meninas gostam muito dele… Mas como eu sou muito contra o dinheirão que se dá aos futebolistas. É uma vergonha, um verdadeiro escândalo, sejam eles quais forem. O futebol devia ser um jogo amador. O género de indústria como está… é claro que se tem de entrar com dinheiro para a indústria. Ora eu sou do tempo que o futebol era quase um desporto quase amador, os jogadores ganhavam umas misérias e haviam jogadores que trabalhavam e tinham emprego. Tinham as duas coisas. Na década de 40 era assim. Agora são umas vedetas muito grandes e ganham fortunas. Está bem que lhes pagassem bem, agora este exagero com o Ronaldo, e quem diz o Ronaldo diz o Beckham, ou o Kaká. Eu acho que isto sim é uma afronta à pobreza. Eu fico danado! Já estava mal impressionado com o filme e com o Ronaldo ainda pior. Não gostei.
 
CLASSIFICAÇÕES
 
JOÃO MANUEL SERRA (0 a 5) -

FILIPE MELO -

TIAGO CARVALHO (0 a 3) -

 



publicado por senhordoadeus às 18:58
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Terça-feira, 6 de Outubro de 2009
Distrito 9

FILME: DISTRITO 9
REALIZADOR: NEILL BLOKAMP

cinema.sapo.pt/filme/district-9

 

 


O que achou do filme?

 

Achei um filme muitíssimo bem feito. É um espanto - a ideia do filme de existir uma nave com extraterrestes que venham de outras paragens longinquas até à terra seduziu-me imenso. Desde que eu sou muito miúdo que a ideia me fascina.

Gosto de pensar também que se calhar um dia o Homem poderá fazer a mesma coisa, ir a outros mundos distantes. Tudo isso, para mim, tem uma magia especial. Desde criança que sinto isso. Já tenho dito que adoro o Júlio Verne, as "Vinte mil léguas submarinas", "Viagem à Lua", "Viagem ao centro da Terra": livros escritos em mil oitocentos e tal! Adoro tudo o que exceda a normalidade do nosso planeta, da nossa vida quotidiana e normal.

Achei o filme muito interessante, embora tivesse alguns factores bastante ilógicos. Se pensarmos um bocadinho, fica a pergunta de como é que uns seres tão superiores, que conseguiram superar os Homens e que arranjam uma nave daquelas para viajar até à Terra e até outros locais do Universo, se deixam ficar numa favela num regime completo de "apartheid". Não consigo perceber o realismo da ideia.

Também há questões de linguagem que me escapam. Os sul africanos falavam em Inglês, e eles em marciano. Como é que eles se entendiam? Quer dizer... Os extraterrestres percebiam o inglês, mas não falavam inglês porquê? Acho isso um pormenor estranho.

Lembro-me do apartheid - não acompanho a situação actual da África do Sul, mas suponho que está melhor, até parece que farão lá o campeonato do mundo de futebol. A situação intriga-me e gostava de saber mais sobre o assunto. Surpreende-me que hoje em dia se consiga uma política de mistura racial lá, porque os dirigentes de lá eram uns racistas levados da breca! Adaptaram-se aos novos tempos. É como o PSD e o PS que também se juntaram...

Achei também um bocadinho prolongado o tiroteio e a violência do final. Entristece-me sempre um bocadinho que, no geral, os extraterrestres sejam maus. Devia vir uma nave com extraterrestres bons que viessem ajudar a humanidade, que está tão má. Estes filmes são sempre a ferro a fogo. Há uma grande morbidez na Humanidade, que pende para a violência e para as coisas más, por isso acho mesmo que um dia a própria humanidade acabará na violência. Acho que, na minha ignorância, posso adivinhar que a Humanidade um dia acabará (como acabaram os dinossauros) no pior dos flagelos. Traz-me imensa tristeza pensar nisso.

 

 
CLASSIFICAÇÕES
 
JOÃO MANUEL SERRA (0 a 5) -

FILIPE MELO -É um belo filme. Tinha as expectativas muito altas, e não desiludiu. Gosto muito das curtas do realizador!
TIAGO CARVALHO (0 a 3) -

 



publicado por senhordoadeus às 12:28
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Quinta-feira, 3 de Setembro de 2009
A Proposta

Poster de «A Proposta (II)»

 

Filme: A Proposta
Realizador: Anne Fletcher

http://cinema.sapo.pt/filme/the-proposal

 

 

O que achou do filme?
Achei piada, achei giro, achei uma comédia engraçada. Está bem urdida. Não conhecia esta actriz (Sandra Bullock), mas gosto. Achei-a muito expressiva.
 
Acho que o filme tem umas certas americanices, até um bocado escusadas, como o Striper Ramone (Oscar Nuñez), ou outras um bocado disparatadas, mas estão dentro do humor americano e não chegam a estragar o filme. Tem que se encarar o filme como uma comediazinha assim de verão, para dispor bem, para variar dos dramas e de outras coisas do género.
 
Vimos as paisagens do Alasca que não conheço e espero nunca conhecer, porque é muito longe e não dá muito jeito, mas gosto muito de montanha, porque já conheci montanhas muito bonitas nos Alpes e nos Pirenéus. Gosto muito da montanha e da natureza. Quando digo que não me interessa o Alasca, é porque é muito longe e há coisas mais perto e mais interessantes.
 
Estou de acordo com a velhota do filme (Betty White no papel de Grandma Annie). Temos de estar ligados à terra, e ao que a terra nos dá, e ao que a terra nos faz sentir. Eu realmente sou uma pessoa que dou muito, muito valor à terra, ao planeta ao universo. Sou uma pessoa que gosta muito de se exteriorizar, e tenho esta missão, que me faz bem, que gosto e que preciso de comunicar com as pessoas, e de estar na rua a acenar. Mas também tenho o lado oposto, por exemplo: estou sozinho em casa, nestas noites de verão lindas, que têm um freso muito agradável, o céu estrelado e luarento, (embora também goste do sol e do céu azul), ponho-me lá no terraço que tenho em casa e fico tempos e tempos a olhar para o céu. Uma coisa que gosto imenso de ver, é quando chega a estrela de alva. A estrela de alva é uma estrela que aparece na madrugada. Como me deito sempre muito tarde, e em geral a essa hora já estou em casa, mesmo saindo, como gosto de sair todas as noites, chegam as cinco ou seis horas da madrugada e chega a estrela de Alva que é uma estrela maior, mais brilhante. Acho uma beleza, fico extasiado e começo a pensar no universo. Faz-me tanta confusão pensar em como é isto tudo, como este conjunto está tão bem feito que os planetas giram, que está tudo tão bem equilibrado. É fantástico. O pior é que de vez em quando vem um meteorito… Eu não tenho palavras. Eu até estava interessado em ir ao Observatório da Ajuda para ver se sei mais alguma coisa, além do que se vê a olho nu. Gosto de aprofundar este tema, pelo qual tenho muita admiração e respeito.
 
Tudo isto vem a propósito da Grandma Annie a dançar uma coisa qualquer índia lá do Alasca. Ela realmente dançava em homenagem à Terra. Achei isso interessante no filme.
 
Olhando este filme como um filme como um filme leve e uma comédia posso dizer que gostei. 

 
CLASSIFICAÇÕES
 
JOÃO MANUEL SERRA (0 a 5) -

FILIPE MELO - Férias
TIAGO CARVALHO (0 a 3) -

 



publicado por senhordoadeus às 18:32
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Terça-feira, 25 de Agosto de 2009
Inimigos Públicos

Filme: Inimigos Públicos
Realizador: Michael Mann

cinema.sapo.pt/filme/public-enemies

 

 


O que achou do filme?

Achei que está muito bem feito, muito bem realizado. O cinema atingiu uma expressão fantástica, mas também não acontece em todos os filmes.


A história do filme é banal, porque se não se soubesse que o Dillinger existiu, pareceria uma história inventada de tantos outros filmes de gangsters e de polícias e ladrões que já existem. Até o final, quando ele vai ao cinema sendo procurado pela polícia, com a cabeça a prémio, e vai para aqui e para acolá. Não percebo se isto aconteceu de verdade ou não, se foi assim que ele foi apanhado, porque não sei a história real dele. Parece uma história de uma personagem que não é verídica - até parece fantasia. Com o dinheiro que ele tinha, devia-se ter escondido - não devia andar por todo lado a expor-se publicamente. Não admira que tenha sido apanhado daquela maneira. Se foi assim, se não inventaram (porque podem bem ter romanceado a questão), acho incrível e ilógico. Outra coisa que eu acho no filme: acho que há tendência em retratar o Dillinger como um herói, em vez de o tratar como um bandido, que é o que ele era. Era um criminoso, e, embora não fosse um assassino, roubava bancos. Acho que puseram um rapaz que é quase um galã (Johnny Depp) a fazer de Dillinger. Depois fizeram um romance dele com uma tal Billie (Marion Cottillard), que é muito bonito. Uma pessoa quase que se comove quando ele é morto e apanhado, e o outro polícia vai entregar a mensagem que ele mandou, está tudo feito de forma a comover um bocadinho. Uma pessoa com um bocadinho de sensibilidade acaba por se comover com a interpretação da rapariga, que é muito boa actriz. Eu não sei se é um factor positivo ou negativo no filme. É positivo no sentido de sensibilizar o espectador, mas é negativo no sentido em que deturpa a verdade e falseia o que foi a vida daquele homem, que foi um bandido.

 

O filme também me interessou porque estou muito ligado àquela década de trinta. Foi a década em que nasci (1931). Desde muito cedo comecei a ir ao cinema, desde os quatro ou cinco anos. É claro: fartei-me de ver o Clark Gable, Shirley Temple, William Powell... É um mergulho no passado lembrar-me daqueles actores todos de quem gostava tanto e de todos aqueles filmes e músicas que estão neste filme. Está-me muito presente no espírito, e traz-me muita saudade. Com a idade que tenho já estou mais para o fim do que para o princípio - lembrar-me do meu princípio, dos meus primórdios, traz-me saudade e comove-me sempre um bocadinho. No conjunto, gostei do filme. Tem muitas qualidades. Gostei de ouvir falar daquela época. Vi o filme duas vezes, e gostei de ver a segunda por causa da companhia!

 

 

CLASSIFICAÇÕES

 

JOÃO MANUEL SERRA (0 a 5) -
FILIPE MELO - É um bom filme, mas parece que os filmes do Michael Mann não têm alma!
TIAGO CARVALHO (0 a 3) -

 
 



publicado por senhordoadeus às 09:57
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Sábado, 22 de Agosto de 2009
UP

 

Filme: UP
Realizador: Pete Docter / Bob Peterson
Transcrição: Nadia Schilling
cinema.sapo.pt/filme/up-1

 


 

NOTA DO EDITOR: 

 

Pedimos desculpa pela falta de posts recente, mas foi difícil manter a assiduidade em tempo de férias. Vamos compensar com posts novos.

Abraços a todos.

 

O que achou do filme?
Só tenho a dizer bem deste filme, porque achei uma maravilha isto da técnica das três dimensões e é pena os filmes todos não serem assim, porque se viam de outra maneira. Deve ser com certeza por ser muito caro... De qualquer maneira, achei o filme muito bonito não só sob o ponto de vista técnico, mas também sob o ponto de vista humano: o enredo, as vozes que o interpretaram, a música, a própria história, achei tudo muito bonito. O próprio prólogo do filme, aquela curta metragem das nuvens, é tão bonita, tão bonita e tão bem feita, que fiquei encantado. Achei realmente um filme de se ver e um filme que  atinge um expoente do cinema.

Não penso que seja um filme direccionado só para crianças. É mais para crescidos do que para crianças, por estar de tal maneira bem feito. É claro que a criança pode também atingir a ideia, a perfeição do filme, mas talvez não saiba dar o valor que o filme tem, como uma pessoa adulta dá. De maneira que a minha opinião é que talvez seja mais para adultos do que para crianças. Talvez seja para todos, porque as crianças também acham graça àquelas coisas todas das correrias, aqueles voos, aquilo tudo.

Estava algo relutante em ver um filme de animação, e conheço as três dimensões desde há muito tempo, mas não me tem puxado muito para ir ver, talvez porque nenhum filme tivesse sido tão bom como este. Havia já muitos, mas não me lembro de nenhum tão bom de se ver. A verdade é que estava um bocadinho periclitante, mas gostei imenso e acho que 
está um filme excepcional.

Por isso gostei muito, achei muito bom e recomendo às pessoas que vejam e que dêem a sua opinião, que deve ser boa com certeza. Estava na dúvida se dava 4,5 estrelas mas vou dar 5 estrelas ao filme. É raro dar 5 estrelas, mas neste, não vejo nada contra, sob todos os aspectos.
 

 Transcrição : Nadia Schilling

 

CLASSIFICAÇÕES

 

João Manuel Serra (0 a 5) -

Filipe Melo - É uma obra prima. ADOREI!
Tiago Carvalho (0 a 3) - FÉRIAS

 

 

 



publicado por senhordoadeus às 10:46
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Segunda-feira, 27 de Julho de 2009
Transsiberiano

FILME: Transsiberiano
REALIZADOR: Brad Anderson

cinema.sapo.pt/filme/transsiberian

 

 


O que achou do filme?

Bem, eu ainda estou cansado porque o filme é muito emotivo e tem muito suspense. Está bem feito!

 

Não sei se é uma qualidade ou defeito meu, mas vivo muito os filmes. Algumas pessoas que dizem: "Ah, é só um filme!", mas eu vivo muito os filmes.

 

Por um lado é bom, porque apesar de sofrer um bocado com o suspense, é óptimo viver o filme.

O filme mantém o interesse do princípio ao fim. É violento, e é um caso que embora não seja real, com o tráfico de droga e banditagem que anda para aí, poderia perfeitamente ter acontecido, ainda que um bocado recambolesco.

 

Está muito bem realizado, bem interpretado e o ambiente é fora do vulgar, infernal. A Sibéria deve ser uma coisa horrorosa por causa do frio. Há uma cena do filme que se passa a 23 graus negativos, mas até fica pior que isso.

 

Achei interessante aquela viagem, e é claro, tem algumas coisas de que eu não gostei tanto, mas não as vou dizer, porque achei que o filme é bom e gostei bastante.

 

A rapariga vai muito bem (Emily Mortimer), e o Ben Kingsley (que não me é uma cara simpática, embora o ache bom actor, desde o ghandi). O americano (Woody Harrelson) tem um ar um bocadinho estupidificado no início, mas ganha personalidade ao longo daquela tragédia.

Gostei muito da música de fundo do filme e acho que a produção do filme é espanhola.

 

A minha primeira viagem a Paris também foi de combóio. Demorava imenso tempo até lá, tinha de dormir em Espanha. Foi antes de 1950. Sempre gostei de andar de combóio.

Comecei a ir mais longe, por exemplo aos Estados Unidos, e comecei a andar de avião, porque teve mesmo de ser. Nunca deixei de ir porque sempre adorei viajar, e pus esse interesse acima de tudo. Ia sempre nervosíssimo, e levava um livro da Agatha Christie para me entreter.


Devo ter lido aquele livro não sei quantas vezes, mas sem tomar muita atenção, porque ia muito nervoso por causa da claustrofobia de que sofro.

 

Fiz imensas viagens de avião, mas a partir do início da década de 70 começou a aparecer a pirataria aérea e eu fiquei com medo e passei a andar de combóio e de autopullman.

Fizemos uma viagem de autocarro (naquela altura, 1969, ainda estava no regime antigo, já com o Marcelo Caetano) que era proibida, porque foi até à Russia. Havia uma empresa belga que arranjava excursões para portugueses que partiam de Paris.


Fui com a minha mãe. Apanhámos o avião até Paris, e atravessámos a Europa inteira no autopullman: ainda a Alemanha estava dividida, e fomos até à Rússia, que ainda era soviética.

No entanto, o nosso maior interesse não era ir à Rússia, apesar de adorar a Rússia- S. Petersburgo, etc. - o que queriamos era visitar a Escandinávia.

 

Nós iamos pela Europa Central até à Rússia, subiamos até à Finlandia, Suécia, Noruega e Dinamarca, e visitámos ainda a Alemanha e a Bélgica, antes de regressar a Paris e depois para Lisboa.

 

Concluindo, gostei imenso do filme, porque adoro suspense, e tenho a impressão que foi dos filmes em que sofri mais por causa disso.

Dou 4 estrelas ao filme.

 

 

 

CLASSIFICAÇÕES

 

João Manuel Serra (0 a 5) -
Filipe Melo - Vê-se bem, embora a protagonista seja muita estúpida.
Tiago Carvalho (0 a 3) - FÉRIAS

 

 

 



publicado por senhordoadeus às 11:46
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Terça-feira, 21 de Julho de 2009
Harry Potter e o Principe misterioso

FILME: Harry Potter e o Principe misterioso
REALIZADOR: David Yates

cinema.sapo.pt/filme/harry-potter-and-the-half-blood-prince

 

 


 

O que achou do filme?

Não é bem o género de filme que eu gosto, estas magias ou feitiçarias. Achei o filme um bocadinho sobre o comprido, mas não deixo de achar que é um filme muitíssimo bem feito, com efeitos especiais espectaculares e com uns pormenores que gostei imenso, como por exemplo o inglês que se fala no filme, que é um inglês que gosto imenso. É um inglês muito britânico. O artista que faz de Professor Dumbledore (Michael Gambon) tem uma voz formidável, que é um pormenor interessante.

 

O filme tem um ambiente de magia que consegue envolver-nos e deixar-nos em suspenso, pela música de fundo, os cenários, a interpretação, os efeitos especiais… Tudo aquilo é realmente envolvente, sob o ponto de vista da magia. Eu penso que magia, também nós temos aqui no nosso mundo. Não é magia dos feiticeiros, mas é a magia da do Homem, que é muito inteligente. Para mim, que já tenho quase oitenta anos, e que quando era miúdo vivia num mundo atrasado, este progresso, estas coisas todas das máquinas é tudo uma magia, é tudo mágico. A propósito do progresso está nesta altura (na internet) a comemorar-se o quadragésimo aniversário da ida do homem à Lua, a que eu assisti em directo, e naquela altura já era crescidinho: achei espectacular. Foi uma coisa que nunca mais esqueço na minha vida, embora houvesse gente que não acreditasse na ida do Homem à Lua. Mas eu acredito, acreditei sempre na inteligência do Homem, não nas magias e feitiçarias. O site é o wechoosethemoon.org, - aqui se comemora o quadragésimo aniversário, que se completa dia 20, e se acompanha uma sonda que foi lançada pelos Estados Unidos para a Lua.

 

O filme é baseado num livro de fantasia. O João gosta deste género de livros/filmes?

Não sou muito de livros de fantasia. Gostei muito do Feiticeiro de Oz (com a Judy Garland) quando era miúdo! Como não sou muito de fantasia, ainda não tinha visto nenhum filme do Harry Potter, e nem engraçava muito com a cara dele. Gosto muito da imaginação, e o filme tem muita imaginação, mas apesar de tudo sou uma pessoa muito terra a terra. Acho que o que tem vindo a acontecer no mundo é uma coisa fantástica, e mais ainda o que penso que um dia existirá. Embora não tenha a certeza, acho que o Homem irá ainda mais longe do que foi e que vai haver inventos fantásticos. Acho que já não vou assistir a mais nada, mas o Homem vai chegar bem longe...Até onde não sei.

 

Para viver para sempre acho que não. Há tempos ouvi na televisão que há uns sábios japoneses que estavam a estudar a maneira do Homem viver para sempre. Eu acho que é absolutamente impossível, porque como era possível as pessoas não morrerem? Onde é que cabiam as pessoas todas se não morressem neste mundo? Não haveria alimentação. Agora já falam que há dificuldade em produzir certos alimentos, como plantas, gado e pesca e que podem mesmo desaparecer. Como é que havia alimentação para esta gente toda? A não ser que também inventassem comprimidos a substituir a comida, e então já não precisávamos (ou precisavam) de alimentação vulgar, carne, peixe vegetais e essas coisas todas.

 

Até posso acreditar que possa acontecer um dia, agora não sei. Tudo isto é um mistério muito grande. Sou uma pessoa que penso muito no universo, e por isso é que estou com muita vontade de ir ao Observatório Astronómico da Ajuda, para ver as estrelas, como aquele intérprete do filme que observa a Lua (Ron Weasley, interpretado por Rupert Grint). Eu às vezes também me ponho em casa à janela a observar o luar. Fico extasiado a olhar e a pensar o que é isto tudo, como é que começou, as galáxias… Ainda no outro dia descobriram outras galáxias que ainda não se tinham descoberto. Onde é que vão parar as galáxias todas. Onde é que tudo isto começou? Onde é que isto acaba?

 

O infinito faz-me muita confusão e é algo que sempre me fascinou desde miúdo. Julgo que foi uma coisa precoce, naquela altura pensar nisso tudo com muito interesse, com muita admiração e ao mesmo tempo com muito medo. Isto é uma coisa que nos causa um bocadinho de medo. Já ouvi profecias de que a Terra vai acabar, ou que vai cair um meteorito que acaba com a Terra. Acho que as pessoas têm de penar um bocadinho, se não ficávamos de braços cruzados à espera de morrer… Mas é uma coisa que tenho pena, é que eu se calhar, nem daqui a poucos anos, não vou ver como está este mundo de progresso. No outro dia vi numa revista um Robot, de que já tinha ouvido falar na rádio, que tem sete emoções. Está feito para chorar, para rir, para cantar… Isto é uma coisa fantástica!

 

 

 

CLASSIFICAÇÕES

 

 

João Manuel Serra (0 a 5) -
Filipe Melo - A estória não é nada de especial, mas os efeitos especiais são o fim da macacada!
Tiago Carvalho (0 a 3) -
 



publicado por senhordoadeus às 10:23
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Terça-feira, 14 de Julho de 2009
Bruno

 

 

 

 

 FILME: Bruno

REALIZADOR: Larry Charles

http://cinema.sapo.pt/filme/bruno

 

 

 

Bem, a minha opinião é um bocado contraditória. Primeiro, gostei dos tema que abordou, liberdade, dedicação. Acho que o filme tem duas interpretações e até é um bocadinho difícil perceber a intenção de quem fez o filme. 

 

Se por um lado, acho que é apologista da homossexualidade; por outro lado, também acho que ridiculariza um bocado a homossexualidade. É tudo bastante contraditório - depende um pouco da maneira de pensar da pessoa que vê o filme.

 

Achei o filme interessante quando abordou o dilema das pessoas que se querem tornar famosas - há momentos do filme que se podem considerar ou muito racistas ou muito anti-racistas. Portanto, não sei - é um filme muito fora do vulgar. Foi a segunda vez que vi. A primeira vez chocou-me muito, porque tem cenas de um mau gosto atroz e detesto este actor - há também alguns comentários infelizes sobre a religião.

 

Eu acho que deve também haver liberdade de religião, sexual, pollítica  - 

tem de se respeitar a maneira de ser das outras pessoas.

 

Eu sou uma pessoa de setenta anos, perto de oitenta, e portanto, acho que até sou bastante actualizado para a minha época, que era uma época completamente diferente. As pessoas da minha época eram muito conservadoras e pensavam de uma maneira muito diferente da que eu penso. 

 

Por exemplo, eu tenho irmãos do segundo casamento do meu pai, que são muito mais novos que eu - o mais novo tem cinquenta e poucos, o outro cinquenta e muitos e a outra fará sessenta. Apesar de serem muito mais novos que eu, são muito mais conservadores e muito mais antiquados do que eu, apesar de terem nascido numa época muito posterior à minha. Eu considero-me muito evoluído nesse aspecto, e aceito muito bem a época actual, até certo ponto: o mundo está a perder a cor e a tornar-se muito violento, e também é necessário travar esta tendência. 

 

Acho muito bonita a democracia, fazer o que se quer desde que não se interfira nos assuntos dos outros, mas acho que vivemos todos em sociedade e tem de haver mais respeito pelo próximo do que está a haver. Há muita gente que não entende a democracia como ela é, e que leva a democracia para outro lado que não tem nada de democrático, e é pena, porque isso passa a ser uma anarquia.

 

Enfim, achei o filme o filme muito contraditório. Tem coisas muito positivas, especialmente o facto de cada um poder dar a sua interpretação ao filme, uns apologistas disto ou daquilo, e outros satíricos e críticos em relação às mesmas coisas.

 

Tenho pena que haja tanta cena de mau gosto ao longo do filme, e de facto, não consigo simpatizar com aquele actor (podem gostar muito dele, mas...). Já tinha visto outro filme com ele, e não consigo gostar dele. Com outro actor, não sei o que poderia ser....

 

 

 

CLASSIFICAÇÕES

 

JOÃO SERRA (de 0-5) -    

 

FILIPE MELO - Eu pensava que não ia gostar muito, mas até foi giro. 

 

 

PAULA DIOGO (a substituir Tiago Carvalho (0-3) - 

 

 



publicado por senhordoadeus às 13:08
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Terça-feira, 30 de Junho de 2009
A Ressaca

FILME: A RESSACA
REALIZADOR: Todd Phillips

cinema.sapo.pt/filme/the-hangover

 


 

O que achou do Filme?

Achei o filme um horror! Achei péssimo. Vou ser muito sincero: não estou de acordo com muitas pessoas simpáticas de quem eu gosto muito, que me possam ler e ter a sua opinião positiva do filme, que claro que pode ser muito diferente da minha.

O filme, de uma ponta a outra não tem interesse nenhum, não tem humor nenhum. Acho que isto nem é humor, nem é cómico, é uma palhaçada! Não sei porque se riem daquelas cenas, mas é o que eu digo: a juventude que é muito querida, muito alegre e vê a vida sob um prisma já diferente do meu, tira partido de tudo. E eu acho muito bem que gozem bem, e que riam muito, que é muito bom, e é muito salutar.

Ver o tigre a andar na suite do hotel, ou a galinha, ou as cenas que fazem com o bebé, ou no consultório mostrarem aquele velho decrépito, coitadinho, daquela maneira tão triste… Rirem daquilo? Eu realmente acho que não tem humor nenhum. São cenas sem o mínimo humor!

Até podiam ter feito talvez uma coisa engraçada sobre os solteiros que se vão despedir, mas acho que não há diálogo coerente, e depois é sempre aquela palavra americana, nem digo que seja inglesa… Quer dizer, é inglês, mas é mais na América que se diz o "fucking". Não vou traduzir, porque já toda a gente sabe o que quer dizer, mas da primeira à última cena do filme, quando é assim um filme ordinário só dizem fucking, fucking, fucking, fucking!!! É uma coisa aflitiva de mau gosto.

A interpretação achei horrível: aquele gordo sem graça nenhuma (Zach Galifianakis), sempre a mostrar o rabo… Achei tão feio, tão deselegante. E cenas umas atrás das outras, ordinárias ou sem graça. E falarem do Holocausto – o anel da avó era do Holocausto. Uma coisa tão triste… Foram 6 milhões de Judeus que morreram de uma maneira tão trágica e falam daquela maneira do Holocausto?!. Meu Deus, não consigo perceber; de maneira que achei o filme de uma ponta a outra de um mau gosto atroz. Dou zero estrelas.

 

 

CLASSIFICAÇÕES

 

JOÃO SERRA (de 0-5) -  0 Estrelas 

 

FILIPE MELO- Não é bom nem mau, antes pelo contrário. 

 

TIAGO CARVALHO (0-3) -

 

 



publicado por senhordoadeus às 10:18
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Terça-feira, 23 de Junho de 2009
Ligações Perigosas

Ligações Perigosas

FILME: Ligações Perigosas
REALIZADOR: Kevin MacDonald

cinema.sapo.pt/filme/state-of-play



O que achou do Filme?

Gostei bastante. Achei interessante, penso que a trama toda do filme está muito bem urdida. Está muito bem perpetrado. Gosto bastante do que faz de jornalista (Russell Crowe), acho que está muito bem, e a rapariguinha (Rachel McAdams), a outra jornalista, também está muitíssimo bem.

No entanto, há um pormenor que achei um bocadinho forçado: não sei se repararam que quase no fim do filme, quando há aquele tiroteio, na altura em que o Robert Bingham (Michael Berresse) quer matar o jornalista, ele demora tanto tempo, que dá tempo que os polícias cheguem e avancem e o matem primeiro a ele em vez do jornalista. Acho que está um bocadinho forçado, e acho que é uma espécie de happy end metido à pressão, para o filme acabar benzinho e haver a reportagem e aquela coisa toda de seguida.

 

Segundo a lógica, ele como assassino que era, não ia demorar tanto tempo: dava logo um tiro no jornalista e tentava fugir o mais possível para escapar. É claro que isto não vem tirar o interesse ao filme, mas acho que tem umas soluções ilógicas.

 

O repórter deduziu que tinha sido o congressista (Ben Affleck) o culpado, por causa da frase da mulher (Robin Wright Penn), que sabia quanto é que a amante ganhava. O marido dizia tudo à mulher e tinham aquilo combinado. Foi o que a minha estupidez deduziu. Foi quando se lhe fez luz no cérebro, e foi a correr para ir ter com o Collins...

Mas pronto: são pormenores. Mas achei bastante bom o filme no género.

 

O que gostou mais no Filme?

Não sei, quando é assim um filme bom tem de haver muita coisa boa para se gostar: a produção, a realização, a interpretação, o argumento, tudo isso achei bom no filme. É difícil dizer se é melhor isto ou aquilo, porque o conjunto é muito bom – um filme muito interessante, com suspense. Os actores também foram muito bem escolhidos.

 

 

 

CLASSIFICAÇÕES

 

JOÃO SERRA (de 0-5) -   

 

FILIPE MELO- Não é nada de especial, mas vê-se bem. Estava à espera que fosse um bocadinho mais giro. 

 

TIAGO CARVALHO (0-3) -

 



publicado por senhordoadeus às 14:07
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Segunda-feira, 15 de Junho de 2009
Flammen & Citronen

 

FILME: Flammen & Citronen
REALIZADOR : Ole Christian Madsen
cinema.sapo.pt/filme/flammen-citronen

 


O que achou do filme?

Bem, em primeiro lugar, sob o ponto de vista técnico cinematográfico, achei fantástico.

É um filme muitíssimo bem feito, realizado e interpretado. Tem cenas muito bonitas de cinema. Acho que, como cinema, dou nota máxima em absoluto.

Agora, lanço um aviso para a gente nova: a gente desta geração não pode dar valor ao filme porque não passou por aquilo, como eu passei. Era miúdo naquela altura mas assisti à guerra, e estive a par daquelas atrocidades e daquele drama que viveu toda a Europa; mesmo em Portugal e nos outros países neutros, porque, apesar de não estarem em guerra, sofríamos as consequências da falta de muitas coisas, de comida (o pão era racionado) e os carros não tinham gasolina.


Foi uma altura muito difícil, desde Setembro de 1939 a Maio de 1945: aqueles anos foram um pesadelo autêntico.

Naquela altura podia-se assistir ao que fazia tanto um lado como o outro, porque era permitido haver propaganda da alemanha nazi. Então, era dos dois lados: havia actualidades francesas, inglesas, alemãs... De maneira que toda a gente vivia muito aquilo tudo.
 
Eu acho que a rapaziada de agora não dá valor ao que foi a Guerra. Está nos livros de História, tal como estão as invasões napoleónicas e muitas outras coisas que já se passaram, e sabem que foi uma coisa muito chata, e até reconhecem o drama, mas não dão valor, como eu dou, ao que se passou.

Este filme retrata exactamente a Resistência Dinamarquesa, tal como houve resistência em França e em todos os países ocupados. Sabe-se bem o que eles passaram, e eu dou imenso valor a este filme: acho que é quase um hino à resistência contra a ocupação nazi.

As pessoas da geração de agora, com vinte e trinta anos, não dão valor ao filme, porque estão mais viradas para o futuro (e eu acho isso bem!) - naves inter-espaciais que vão descobrir Marte, Saturno e Vulcano. Não ligam nada ao que foi a Segunda Guerra Mundial, aquela hecatombe horrível.

Pronto, por um lado é bom, é sinal de que acabou a Guerra e que estamos em paz relativa. Portanto, faço votos de que não venha uma Terceira Guerra Mundial que acabe com este mundo de uma vez para sempre.

O que mais gostou do filme:


Gostei de tudo. Um pormenor que achei engraçado: a dada altura, a meio daquela tragédia toda ouvir-se a canção "Cheek to Cheek", do Cole Porter, que na altura estava em voga, na altura em que ele a compôs. Graças a Deus vi aqui em Portugal, em paz, o "Chapéu Alto", que foi feito na década de trinta mas só chegou cá por volta de 1940. Eu delirava com o Fred Astaire e com a Ginger Rogers, então achei muito bem metido aquele pormenor pequenino. Uma beleza!

O que menos gostou:

Não houve nada que eu achasse mal feito. Até estive em Copenhaga e gostei muito, e os Dinamarqueses são muito simpáticos.

 

CLASSIFICAÇÕES

 

 

 

JOÃO SERRA (0-5) -

FILIPE MELO - Não gostei por aí além, achei um pouco lento. Suponho que faço parte da geração habituada aos filmes de naves inter-espaciais!

TIAGO CARVALHO
(0-3) -



publicado por senhordoadeus às 02:11
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Terça-feira, 9 de Junho de 2009
Terminator Salvation

 

FILME: Terminator Salvation

REALIZADOR: McG

cinema.sapo.pt/filme/terminator-salvation



 

O que achou do filme?
Na minha insignificância como conhecedor de cinema a fundo, porque não sou realizador nem expert na matéria, gostei imenso. Gostei imenso, porque achei o filme muito bem feito. Não sei onde é que a cabecinha do Homem, que é tão inteligente e que faz tanta coisa fantástica, poderá chegar.

 

Aquelas cenas de violência são talvez um bocadinho demoradas de mais. Achei o filme um sério aviso à inteligência do Homem, no que se refere às máquinas e àquilo que inventa para destruição. Eu não sou contra as máquinas, ainda que seja de uma época em que não havia quase máquinas nenhumas. É incrível a diferença que fez um salto de 70 anos, em que houve uma evolução fantástica.

 

O que eu acho é que, também há que ver o lado mau e negativo destas invenções e da mente do Homem, porque o Homem, no fundo, tem o seu cérebro e o seu lado bom, mas também tem o lado mau. A humanidade vai auferindo muito do que o homem inventa com o lado bom, mas também, infelizmente, vai inventar coisas que são de destruição e que são muito más para a humanidade, como já se tem verificado através dos tempos, com as bombas atómicas, as armas e essas coisas todas. Acho que se o homem não tivesse essa capacidade inventiva e esta inteligência estávamos na idade da pedra. Eu não gostava de estar na idade da pedra! Temos de aproveitar o conforto que nos dão as máquinas, seja o automóvel, o telemóvel, a televisão, a rádio… Tudo isso são invenções fantásticas.

 

O lado mau das coisas que inventam são as armas destruidoras. Não sei até que ponto esta inteligência do homem que vai evoluindo de modo a inventar as coisas, porque já ouvi dizer que só vinte por cento do cérebro do homem é que está em funções, (não sei que sábio é que disse, ou como é que soube, ou inventou isso). Quando o cérebro chegar aos cem por cento não sei onde o Homem vai chegar. Até já ouvi dizer que uns sábios japoneses já estão a trabalhar para inventar a vida eterna. Eu acho isso uma coisa do outro mundo e não acho que seja possível. Onde é que o planeta poderia aguentar tantas pessoas se não morressem? Até podem inventar uma longevidade maior, aliás já está a acontecer - maior do que havia há séculos atrás. As pessoas vivem muito mais tempo.

 

Graças a Deus que eu já tenho quase oitenta anos, e aqui há uns séculos atrás não se vivia para lá dos quarenta. Podem inventar até que se viva até aos duzentos ou trezentos anos. Eu acredito em tudo isso, vai acontecer com certeza, se entretanto a humanidade não acabar. A vida eterna é que não. Deus nem pode consentir isso. Se há um deus, e acredito que haja um deus, porque sou religioso, não sei até que ponto vai deixar a humanidade prosseguir nesta rota, desta maneira.

 

Gostei muito do filme, porque esta muito bem feito. É um sério aviso ao Homem para que caminhe no sentido de fazer as máquinas para bem da humanidade e não para a destruir, como um dia pode acontecer.

 

 

 

O que gostou mais do filme?

 

Interpretação não tem quase nenhuma, mas gostei muito da realização e gostei da imaginação de ficção científica a que se propuseram para dar um filme assim.

Até achei graça à pretinha (Jada Grace) - com aquela doçurazinha dela, naquele local, com aquele caos e violência. É um toque do realizador para dar alguma doçura àquela violência toda.


 

O que gostou menos no filme?

 

Não houve nada que não gostasse muito. Só um pormenor: naquela altura em que vimos que Los Angeles já estava toda destruída, como é que eles tinham comida e gasolina naquela altura? Não percebi.

 

  

CLASSIFICAÇÕES

 

JOÃO SERRA - (de 0-5)

 

FILIPE MELO - O filme está muito bem feito, mas não percebo porque é que tive de gramar um anúncio de meia hora à Super Bock. Vou passar a beber Sagres. Ainda por cima não passaram trailer nenhum!

 

TIAGO CARVALHO- (de 0-3)

Influenciado pelo pela opinião do João, fiquei a pensar num pacemaker. Afinal é do coração que vem a nossa humanidade. Ainda bem que existem máquinas para o fazer bater mais uns tempos.



publicado por senhordoadeus às 15:54
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Terça-feira, 26 de Maio de 2009
O cinema e o Senhor do Adeus

Todos os Domingos, pelas 20.30, no cinema Monumental, João Manuel Serra (o famoso "Senhor do Adeus") vai ao cinema com Filipe Melo (músico e realizador de cinema amador- www.filipemelo.net) e com Tiago Carvalho.

Este Blog serve para documentar as opiniões e observações de João Manuel Serra sobre os filmes e sobre a vida.

Os filmes terão uma classificação de 0-5 estrelas.

 

É também importante referir que queremos convidar todos os cinéfilos a juntar-se a nós para jantar + cinema aos Domingos à noite no Monumental.

Todos os comentários deixados no blog durante a semana serão lidos ao João Serra no Domingo seguinte.

 

Até Sempre!



publicado por senhordoadeus às 11:39
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O Senhor do Adeus - Rubrica de Cinema
Todos os Domingos, pelas 20.30, no cinema El Corte Inglês, João Manuel Serra (o famoso "Senhor do Adeus") vai ao cinema com Filipe Melo e com Tiago Carvalho. Este Blog serve para documentar as opiniões e observações de João Serra sobre os filmes e sobre a vida. Os comentários deixados no blog durante a semana serão lidos ao João Serra no Domingo seguinte.
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